Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de abril de 2021
Não durou 48 horas o movimento dos clubes para a criação da Superliga europeia. Depois da debandada dos clubes ingleses, o bloco anunciou a desistência do projeto de organização de um torneio para concorrer a Liga dos Campeões da Europa.
Em um comunicado divulgado na noite desta terça-feira (20), já madrugada de quarta-feira na Europa, a Superliga disse que vai “reconsiderar os passos” e “reformular o projeto”.
Os dirigentes dizem que os clubes ingleses foram “forçados” a abandonar o barco nesta terça-feira. Houve oposição firme do governo britânico, além da pressão de jogadores, treinadores, Uefa e Fifa.
Chelsea, Manchester City, Manchester United, Liverpool, Arsenal e Tottenham alegaram que tomaram a decisão após ouvirem a opinião de stakeholders, torcedores e da “comunidade do futebol”.
Nos comunicados oficiais, os clubes destacaram que a posição de suas torcidas, do governo britânico e de outras partes interessadas foi fundamental. “Continuamos comprometidos em trabalhar com outras pessoas em toda a comunidade do futebol para encontrar soluções sustentáveis para os desafios de longo prazo que o futebol enfrenta”, escreveu o Manchester United.
O Arsenal, inclusive, assumiu o erro e pediu desculpas aos seus seguidores, enquanto o Liverpool declarou que os planos propostos para criar uma Superliga foram “interrompidos”.
Também nesta terça, centenas de torcedores foram até a entrada do Estádio Stamford Bridge, casa do Chelsea, para protestar contra a participação do clube inglês na recém-criada Superliga europeia. Policiais estimaram que até 1.500 pessoas compareceram à manifestação.
O bloco tinha 12 clubes fundadores. Além dos seis ingleses, Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Juventus, Milan e Inter de Milão. A presidência da Superliga ficou com Florentino Pérez, presidente do Real Madrid.
A nota da Superliga
“A Superliga Europeia está convencida que o atual status quo do futebol europeu precisa mudar. Nós estamos propondo uma nova competição europeia porque o sistema atual não funciona. Nossa proposta visa permitir evolução ao esporte enquanto gera recursos e estabilidade para toda a pirâmide do futebol, incluindo ajuda para superar as dificuldades financeiras vividas por toda a comunidade do futebol como resultado da pandemia.
“Também poderia prover materialmente fortalecimento pagamentos de solidariedade a todos os stakeholders do futebol. Apesar da anunciada saída dos clubes ingleses, forçados a tomar essas decisões devido às pressões neles, nós estamos convencidos que nossa proposta está completamente alinhada com a legislação europeia e regulamentos, como demonstrado hoje pela decisão judicial para proteger a Superliga de ações de terceiros.
“Devido às atuais circunstâncias, nós vamos reconsiderar os passos mais apropriados para reformular o projeto, tendo sempre em mente nossos objetivos de oferecer aos fãs a melhor experiência possível, enquanto fortalecer os pagamentos de solidariedade para toda comunidade do futebol.” As informações são do jornal O Globo e do site Globo Esporte.
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