Domingo, 27 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento de uma apuração sobre o senador Aécio Neves (PSDB-SP) dentro da Operação Lava Jato. A decisão, proferida no último dia 10 de fevereiro, foi publicada nesta semana com o fim do segredo de Justiça sobre o caso.
O procedimento criminal (apuração que antecede um inquérito) foi aberto após um transportador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o “Ceará”, ter citado o parlamentar como suposto destinatário de uma propina de 300 mil reais da empreiteira UTC.
Na decisão, Zavascki, relator das investigações da Lava Jato no STF, considerou parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também recomendou o arquivamento. “Os elementos indiciários colhidos até o momento não são suficientes para indicar de modo concreto e objetivo a materialidade e a autoria delitivas”, escreveu o ministro.
Em parecer sobre o caso, Janot narrou que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, outro colaborador da Lava Jato, quando foi ouvido sobre a suspeita, “foi peremptório que não entregou valores espúrios, direta ou indiretamente, para o senador Aécio Neves”.
Quando o depoimento de Ceará, veio à tona, em dezembro, Aécio negou a propina, classificando a citação como “falsa e absurda”. “Trata-se de mais uma tentativa de confundir a opinião pública e levar os veículos de comunicação a citar nomes de políticos da oposição em um escândalo que pertence ao governo do PT. Como outras tentativas de fraude, essa também será desmascarda”, escreveu à época. Nesta sexta-feira (19), Aécio divulgou uma nota na qual diz que a decisão do arquivamento “desmascara” o que ele chamou de “tentativa de envolver nomes da oposição no mar de lama que envolve o PT e o governo e que a operação Lava Jato tem mostrado ao País”. (AG)
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