Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de outubro de 2015
O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou na quinta-feira, um novo bloqueio e o sequestro de 2,4 milhões de francos suíços (equivalente a 9,6 milhões de reais) contidos nas contas atribuídas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Suíça.
O sequestro de valores designa a transferência do dinheiro para uma conta judicial no Brasil. O objetivo é assegurar que, caso fique comprovado que a quantia é fruto de crime, seja diretamente incorporada aos cofres públicos, com possibilidade de ser usado pela própria PGR (Procuradoria-Geral da República) em suas atividades.
O pedido foi feito em documento enviado no dia 15 deste mês ao Supremo, junto com o pedido de abertura de inquérito, autorizado no mesmo dia.
Questionado sobre o sequestro dos valores, Cunha disse que não sabe do que a decisão trata. “Eu não vi, eu cheguei aqui, eu não sei do que se trata. Todas as quintas-feiras, nas últimas 15 semanas se divulgam decisões ou se divulgam dados referentes a mim, os quais eu não conheço. Na realidade, tudo que está sendo falado, já pedi a meus advogados que pedissem acesso e não tiveram até agora. Então, vamos aguardar”, disse.
Na Suíça, os investigadores descobriram que, quando pediu para abrir contas na Europa, em 2011, Cunha declarou patrimônio de 16 milhões de dólares, adquirido no mercado financeiro e em negócios no setor imobiliário. Em 2002, ele declarou à Justiça Eleitoral possuir 525,7 mil reais. Nas eleições seguintes, de 2006, disse que tinha 989 mil reais. Em 2010, os valores declarados somavam 1,4 milhão de reais. E, na última declaração, de 2014, seus bens chegavam a 1,6 milhão de reais, conforme dados fornecidos pelo peemedebista.
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