Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Supremo estende até 5 de janeiro prazo para o governo se manifestar sobre a vacinação de crianças

Compartilhe esta notícia:

Em nota, ministro diz ter visitado duas casas no referido condomínio, mas nenhuma delas de propriedade do depoente. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou nesta segunda-feira (20) um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e ampliou para até 5 de janeiro o prazo para o governo federal apresentar informações sobre vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Na sexta-feira (17), Lewandowski havia dado 48 horas para o governo se manifestar sobre a inclusão da faixa etária no Plano Nacional de Imunização (PNI). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na semana passada o imunizante da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.

O prazo dado por Lewandowski, na prática, atende aos planos do Ministério da Saúde. No sábado (18), o ministro Marcelo Queiroga havia mencionado a necessidade de esperar até a data para uma análise:

“Até o dia 5 de janeiro é um tempo absolutamente adequado para que as autoridades possam analisar a decisão da Anvisa em todas as suas nuances, inclusive em relação à aplicação dessas vacinas”, afirmou Queiroga na ocasião.

O ministro do STF pediu ao governo federal que em janeiro seja apresentado o parecer da Câmara Técnica Assessora de Imunização da Covid-19, criada para ajudar o governo a elaborar políticas públicas de vacinação contra o vírus. Foi a comissão que aprovou por unanimidade a incorporação da vacina da Pfizer no PNI.

Deverão ainda ser apresentados os resultados da consulta pública que Marcelo Queiroga pretende fazer entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, além do resultado de audiência pública a ser realizada pelo ministério em 4 de janeiro.

Lewandowski também menciona a necessidade de apresentação dos contratos firmados com a Pfizer e pede a manifestação da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde.

Bolsonaro x Anvisa

Horas após a Anvisa autorizar a vacinação contra a covid para crianças de 5 a 11 anos, o presidente Jair Bolsonaro usou uma transmissão ao vivo para intimidar os servidores da Anvisa e convocar apoiadores a questionarem a decisão da agência.

No domingo (19), a agência acionou órgãos de investigação e do governo federal para pedir apuração sobre novas ameaças de violência contra diretores da entidade.

Na Praia Grande (SP), onde esteve no fim de semana, Bolsonaro cumprimentou e tirou selfies com apoiadores. A um homem que o questionou sobre a vacinação em crianças, o presidente criticou a decisão da agência e rebateu que “é inacreditável o que a Anvisa fez”.

“Estamos trabalhando. Nem a tua é obrigatória, é liberdade. Criança é coisa muito séria. Não se sabe os possíveis efeitos adversos futuros. É inacreditável, desculpa aqui, o que a Anvisa fez. Inacreditável”, disse.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Com 3,58 milhões de toneladas de grãos, Rio Grande do Sul deve ter maior safra de inverno desde 2015
Clínica da Família José Mauro Ceratti Lopes suspende temporariamente atendimentos em Porto Alegre
Pode te interessar