Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de março de 2016
Três anos atrás, o repórter de tecnologia da BBC Dave Lee escreveu sobre a experiência de ter uma “namorada falsa” no Facebook – no caso, um serviço em que uma pessoa era contratada, por 5 dólares por semana, para deixar mensagens, curtidas e mudar seu status no site dizendo que estava em um relacionamento com ele. Lee agora revisitou a experiência para ver como anda o mercado. E seu alvo foi o site Invisible Girlfriend, que promete “criar a namorada perfeita”.
“Eu e meu sócio tivemos a ideia anos atrás”, conta o diretor-executivo do site, Kyle Tabor. “Ele precisava de uma namorada depois que se divorciou, pois seus pais estavam em sua cola.”
Pacotes.
O Invisible Girlfriend funciona da seguinte maneira: inicialmente, o usuário escolhe entre seis tipos de personalidade: “extrovertida e animada”, “tímida e doce”, “sarcástica e atrevida”, “educada e inteligente”, “nerd” e “divertida e aventureira”. A partir daí, o portal oferece dezenas de imagens de mulheres e aconselha salvar uma das imagens no smartphone para que a “namorada” seja mostrada aos amigos.
Usuários também escolhem interesses comuns, e o site oferece sugestões sobre a história do encontro. Um programa aleatório escolhe o nome da “namorada”.
A partir daí, é possível flertar por mensagens de texto, com diálogos bastantes reais. O ponto diferente do Invisible Girlfriend é que o serviço propõe justamente interações corriqueiras em vez de algum tipo de erotismo. E a autenticidade, segundo a empresa, vem do fato de que uma equipe de pessoas de carne e osso escreve as respostas. “Temos milhares de usuários pagando pelo nosso material”, diz Tabor.
Opções para mulheres e homossexuais.
Os preços variam de acordo com a extensão dos serviços. A opção apenas com mensagens de texto custa 15 dólares por mês, mas o pacote completo, que inclui mensagens de voz e mudanças de status do Facebook, sai por 25 dólares.
E o público-alvo não é apenas masculino – o site oferece opções para mulheres e homossexuais. E, segundo Tabor, a procura por namorados responde por 60% da clientela. “A procura diferenciada tem uma série de razões. Pode ser para agradar os pais, para acabar com o assédio de um colega de trabalho, fazer um ex ficar com ciúmes. Ou mesmo para praticar um pouco de flerte”, explica o diretor-executivo.
O serviço inclui um extenso guia com dicas de como conversar com o namorado ou a namorada, o tipo de pergunta que esperar de amigos, e erros comuns cometidos por quem tem parceiros imaginários. O Invisible Girlfriend conta até com um serviço de chat ao vivo para tirar dúvidas.
Mas Tabor explica também que o portal não é apenas um álibi. E que o Invisible Girlfriend é também usado por pessoas em busca de companhia. Mesmo que ela seja virtual.
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