Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de março de 2016
O uso de telefones celulares durante mais de uma hora ao dia duplica o risco de redução da qualidade do esperma a níveis ínfimos para a procriação, segundo revelam os dados de um estudo realizado por especialistas de Israel. A pesquisa, elaborada por uma equipe do Centro Médico Carmel e do instituto Technion de Haifa, em Jerusalém, e publicada pela revista científica digital Reproductive BioMedicine Online, evidencia a temida ligação que especialistas pensavam existir entre a infertilidade masculina e a prevalência do uso de celulares.
A infertilidade masculina constitui de 30% a 40% dos casos em que um casal não pode procriar. Alguns levantamentos mostraram uma contínua piora na qualidade do sêmen desde o início do século 20, sendo um dos pontos analisados o impacto da radiação de frequência eletromagnética emitida pelos telefones.
Os pesquisadores, liderados pelo médico Ariel Zilbertlicht, do Centro Médico Carmel, estudaram a relação entre as características do uso do celular e a qualidade do sêmen. Para isso, foram analisadas as referências de 106 homens mediante o acesso a dados demográficos e como eles utilizavam o aparelho, assim como a qualidade de seu esperma.
Redução da qualidade do sêmen.
Os resultados revelam que a qualidade do sêmen foi reduzida a níveis que poderiam causar infertilidade entre os homens que costumam carregar seus celulares a meio metro ou menos da virilha. Além disso, 47% dos que guardavam o aparelho nos bolsos das calças ao longo do dia apresentaram os mesmos níveis anormalmente baixos de concentração de sêmen de 11% da população masculina em geral.
Outro fator que influencia na concentração do esperma é falar pelo telefone celular durante mais de uma hora ao dia ou enquanto carrega a bateria do aparelho, o que duplica o risco de baixa concentração de sêmen, de acordo com a análise.
Os cientistas introduziram uma variável adicional e chegaram à conclusão de que falar enquanto o celular carrega e fumar contribuem drasticamente para a má qualidade do esperma. “Com os resultados do estudo, é recomendado [aos homens] que reduzam a duração das conversas e evitem portar o aparelho perto da virilha, dormir junto a ele, ou falar enquanto a bateria carrega. Outra dica é usar fones de ouvido sempre que possível”, afirmou Zilberlicht.
Os pesquisadores apontam como conclusão que certos aspectos do uso dos celulares podem provocar efeitos adversos na concentração do esperma e que seria necessário pesquisar em estudos de maior envergadura o dano que este tipo de radiação pode causar à fertilidade masculina.
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