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Geral Brasileira suspeita de matar cinco filhos é presa em Portugal após 15 anos de investigações iniciadas em Minas Gerais

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Segundo a polícia, crimes foram cometidos por Gisele de Oliveira na cidade de Timóteo (MG).

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Segundo a polícia, crimes foram cometidos por Gisele de Oliveira na cidade de Timóteo (MG). (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou na quarta-feira (7) a prisão de Gisele de Oliveira, de 40 anos, em Portugal. Natural da região do Vale do Aço, ela é suspeita de matar cinco filhos — todos ainda na primeira infância — e de tentar assassinar o primogênito e o atual companheiro. Os crimes ocorreram entre 2010 e 2023 na cidade de Timóteo (MG). As vítimas tinham idades entre 10 meses e 3 anos. A defesa da suspeita não foi localizada até o momento.

Em coletiva realizada na quinta-feira (8), a polícia mineira detalhou que as investigações se intensificaram no ano passado, após a morte da quinta criança. Embora já houvesse uma apuração em 2010 envolvendo o falecimento de duas crianças, a autoria dos crimes não foi confirmada à época. Somente com a morte da última vítima, em 2023, foi possível reunir provas suficientes para solicitar a prisão preventiva de Gisele.

A delegada Talita Martins Soares destacou a complexidade do caso, que envolveu crimes antigos e exigiu reanálises técnicas e documentais. “Foi um trabalho minucioso, mas conseguimos comprovar a materialidade de todos os delitos. A partir disso, foi possível obter a prisão preventiva”, afirmou.

Segundo a delegada Valdimara Teixeira de Paula, Gisele utilizava um padrão nos assassinatos: sedava os filhos com medicamentos para rebaixar o nível de consciência e, em seguida, provocava asfixia. Exames de necrópsia indicaram a presença de fenobarbital — um depressor do sistema nervoso — em pelo menos uma das crianças, além de evidências de sufocamento por conteúdo gástrico.

A investigação ouviu dezenas de testemunhas e teve acesso a uma ampla documentação médica. Uma das testemunhas relatou que uma das crianças foi encontrada com uma fralda introduzida na boca, retirada antes da chegada da perícia. A última vítima, em 2023, estava com o rosto virado para o sofá, o que, segundo a delegada, “inevitavelmente levaria à morte”.

As mortes ocorreram em três momentos distintos: duas em 2010, duas em 2019 e uma em 2023. A polícia confirmou que em 2010 houve registro formal e início de investigação, mas sem a identificação da autora. Em 2019, as mortes não foram comunicadas oficialmente à polícia. O caso só voltou à tona quando, em 2023, o hospital onde a criança foi levada relatou a frequência de óbitos na mesma família.

Na ocasião, foi uma tia quem levou a criança ao hospital e alertou os profissionais de saúde: “É o quinto sobrinho que morre”. O relato chamou a atenção e desencadeou a reabertura das investigações. “Foi esse alerta que permitiu conectar os casos e aprofundar a apuração”, ressaltou Valdimara.

O inquérito também apura uma tentativa de homicídio contra o atual companheiro de Gisele, registrada em 2022. De acordo com a polícia, o homem deu entrada no hospital apresentando sintomas de intoxicação semelhantes aos observados nas crianças: consciência rebaixada, sonolência prolongada e confusão mental.

Gisele de Oliveira é investigada por cinco homicídios consumados e duas tentativas — com agravantes, como o uso de veneno. Ao retornar ao Brasil, ela será intimada a prestar depoimento. A Polícia Civil aguarda os trâmites junto ao Ministério da Justiça e ao Poder Judiciário para a repatriação da suspeita.

As denúncias que deram origem à nova fase da investigação partiram da tia das crianças, não da avó. A delegada não confirmou se a denunciante também é alvo de apuração, mas ressaltou a importância de novas informações. “Trata-se de um caso extremamente complexo, que se estende por 15 anos. Qualquer novo elemento pode ser crucial para a conclusão do inquérito”, finalizou.

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