Segunda-feira, 20 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 31 de julho de 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira (30) uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos do Brasil, elevando a taxação total para 50%: a mais alta já aplicada a um país desde o início do tarifaço. A medida integra uma nova rodada de sanções comerciais contra nações parceiras dos EUA.
Veja abaixo a lista completa de países notificados e as taxas anunciadas até o momento:
– África do Sul: 30%;
– Argélia: 30%;
– Bangladesh: 35%;
– Bósnia e Herzegovina: 30%;
– Brasil: 50%;
– Brunei: 25%;
– Camboja: 36%;
– Cazaquistão: 25%;
– Coreia do Sul: 25%;
– Filipinas: 19%;
– Indonésia: 19%;
– Índia: 25%;
– Iraque: 30%;
– Japão: 15%;
– Laos: 40%;
– Líbia: 30%;
– Malásia: 25%;
– Myanmar: 40%;
– Moldávia: 25%;
– Sérvia: 35%;
– Sri Lanka: 30%;
– Tailândia: 36%;
– Tunísia: 25%.
Impacto das taxas
Com adiamento da entrada em vigor das tarifas impostas pelos Estados Unidos a importação de produtos brasileiros, o governo vai avaliar o impacto da sobretaxa de 50% em cada um dos setores para então decidir qual será o tamanho do plano de contingência para enfrentar as sanções americanas.
Agora, o governo passará a desenhar um mapa com setores mais impactados e os mais sensíveis. Um dos pontos que será avaliado é quais produtos já estão embarcados e que não serão afetados pelo aumento das taxas. O plano de contingência entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê vários cenários e possui medidas distintas. Agora, com as sanções já definidas, governo decidirá as respostas para cada caso.
De acordo com auxiliares de Lula, o governo já tem muitas informações de setores, o que ajudará na tomada de decisão. Porém, isso não significa que serão adotadas medidas imediatas. Lula quer aproveitar todo o prazo para início da sanção, que passa a valer em sete dias, para definir as melhores estratégias. Também não há expectativa de que seja anunciado um pacote de medidas, mas que as respostas sejam divulgadas de forma “fatiada”, com medidas setoriais.
Outra estratégia será sinalizar constantemente ao governo americano que o Palácio do Planalto segue aberto a negociação. As informações são do jornal O Globo.
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