Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de setembro de 2021
A tecnologia 5G é a próxima geração de rede de internet móvel. A promessa é que ela trará mais velocidade para download e upload, maior cobertura e conexões mais estáveis.
Por causa desse incremento, muitos apostam que, com a chegada da 5G, a internet banda larga fixa estará com os dias contados. Entretanto, Vanderlei Rigatieri, presidente da WDC Networks, fornecedora brasileira de produtos de fibra óptica, acredita que as duas tecnologias irão coexistir e que isso será uma oportunidade para a companhia.
A tecnologia 5G promete uma velocidade até 100 vezes superior à da 4G, e uma latência extremamente baixa, o que garante mais estabilidade. Isso permite levar a conexão para além do celular: em carros, máquinas de lavar e câmeras de segurança.
“A tecnologia 5G é muito importante para a comunicação móvel e está sendo aguardada não só aqui no Brasil, mas no mundo todo”, diz Rigatieri.
Para o executivo, essa mudança traz oportunidades e a companhia abriu capital para expandir os negócios. A WDC Networks estreou na B3 no dia 26 de julho, movimentando cerca de R$ 450 milhões com sua oferta inicial de ações.
1) Muitas empresas sofreram queda de receita na pandemia da covid-19. Quais as lições aprendidas até agora?
A pandemia não foi boa para ninguém. Foi terrível no Brasil e no mundo. No nosso caso, acabou acontecendo uma aceleração dos negócios, por incrível que pareça, porque a WDC está presente em três grandes mercados: o de telecomunicações, com a banda larga fixa por fibra óptica; o corporativo, com a parte de câmeras de vigilância, cibersegurança e redes Wi-fi; e o mercado de energia solar.
Em março de 2020, batemos o primeiro recorde de vendas. Quando todo mundo adotou o home office, criou-se uma demanda por produtos de fibra óptica. As próprias operadoras tiveram uma aceleração grande dos serviços de banda larga, já que, se o consumidor não tem uma rede de internet de qualidade, não consegue trabalhar remotamente.
2) Diante das incertezas pela variante Delta e os riscos políticos no radar, muitas empresas desistiram da abertura de capital. Por que a WDC manteve os planos?
Temos um modelo de negócio que chama-se Taas, sigla para tecnologia como serviço, em inglês. Esse formato exige muito capital e o IPO (oferta inicial de ações) era a saída natural para capitalizar a companhia.
3) O que pretendem fazer com os recursos levantados?
A nossa oferta foi apenas primária e levantamos R$ 450 milhões. A maior parte desses recursos, e toda a tese de investimentos da empresa, é para acelerar o modelo Taas.
Mas é claro que temos no radar pequenas aquisições estratégicas. Podemos usar um pouquinho dos recursos para algum tipo de M&A (fusão e aquisição) que traga expertise ou a tecnologia importante para complementar a nossa oferta.
4) Como avalia a chegada da tecnologia 5G no País e as consequências para a empresa?
A tecnologia 5G é muito importante para a comunicação móvel, principalmente a dos celulares, e está sendo aguardada não só no Brasil, mas no mundo todo.
Existem certas aplicações que serão fundamentais para o uso da 5G, principalmente de automação, internet das coisas e até as de carros autônomos, que demandam uma latência bem menor que a do 4G.
Acredito que as tecnologias vão conviver juntas. Meu único receio é que haja uma frustração do mercado com a velocidade de implementação do 5G e com os benefícios que estão sendo vendidos em cima dele.
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