Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de maio de 2026
Os astronautas da missão lunar Artemis 2 utilizaram uma tecnologia desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) para monitorar o sono durante a viagem espacial. O equipamento, conhecido como actígrafo, foi criado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e permite registrar de forma contínua padrões de sono, atividade e exposição à luz.
O dispositivo foi desenvolvido sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia e estudos do sono. Usado no pulso, como um relógio, o equipamento acompanha variáveis como movimento corporal, intensidade luminosa e a composição da luz ambiente, incluindo a luz azul, considerada importante para a regulação do ciclo sono-vigília.
“O reconhecimento internacional da tecnologia ganhou destaque com sua aplicação em pesquisas vinculadas ao programa Artemis, da Nasa, que busca ampliar a presença humana no espaço. Em ambientes extremos como o espacial, compreender os ritmos circadianos é essencial para garantir a saúde, o desempenho e a segurança dos astronautas”, afirmou a universidade.
As informações coletadas pelo dispositivo não se limitam ao uso em missões espaciais. Elas também alimentam estudos sobre distúrbios do sono e podem favorecer a criação de políticas públicas.
O desenvolvimento do equipamento começou durante as pesquisas realizadas na EACH/USP, com apoio inicial do Programa Pipe, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), voltado à inovação em pequenas empresas. Com o avanço dos estudos, o actígrafo foi aperfeiçoado e chegou à fase de produção pela empresa Condor Instruments.
A missão
Com duração total de dez dias, a missão Artemis 2, da Nasa, fez um sobrevoo histórico na Lua e marcou o retorno de humanos ao satélite natural da Terra 53 anos depois da última missão do programa Apollo. A tripulação, formada pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas Jeremy Hansen e Christina Koch, viajou o mais longe da Terra do que qualquer ser humano na história. A nave Orion chegou à distância de 406.778 km da Terra, ultrapassando os 400.171 km atingidos durante a missão Apollo 13, em 1970.
Além disso, foram registrados feitos inéditos e avanços tecnológicos durante toda a trajetória, como a transmissão de imagens, vídeos e dados científicos por meio do Sistema de Comunicações Ópticas Orion Artemis 2 (O2O), que utilizou tecnologia a laser. A missão registrou mais de 7 mil imagens da superfície lunar durante o sobrevoo da Lua, em um conjunto de registros que deve ampliar o entendimento sobre crateras, relevo e condições de iluminação no satélite natural da Terra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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