Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de maio de 2022
Um dos principais perigos se relaciona a rajadas de vento intensas.
Foto: Alex Rocha/PMPAAté o início da madrugada desta quarta-feira (18), mais de 200 mil clientes continuavam sem luz no Estado devido a chegada da tempestade subtropical Yakecan. Na área da CEEE Equatorial, são mais de 180 mil clientes com interrupção no fornecimento de energia. Já na concessão da RGE, o número ultrapassa os 40 mil.
De acordo com a CEEE Equatorial, as cidades mais afetadas são Porto Alegre, Guaíba, Viamão, Alvorada, Charqueadas, Barra do Ribeiro, Mariana Pimentel, Eldorado do Sul, Imbé, Mostardas, Tavares, Tramandaí, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Chuí, São José do Norte, Pelotas, São Lourenço do Sul, Bagé e Cerro Grande do Sul.
Segundo informação preliminar da RGE, os clientes sem luz estão em Canoas e Gravataí, na Região Metropolitana da Capital, e em municípios de Planalto, Serra, Vale do Sinos e Vale do Rio Pardo.
Tempestade
A tempestade que passa pelo mapa gaúcho a partir do Extremo Sul e avançou pela costa nas últimas horas deve se afastar do Estado nas próximas horas, diminuindo gradualmente a força dos ventos a partir desta quarta-feira (18). Responsável pela previsão, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul mantém, entretanto, os alertas para riscos associados ao fenômeno.
Os principais perigos se relacionam a rajadas de vento intensas, potencialmente causadoras de incidentes como queda de árvores e postes de energia, além de destelhamentos, todos merecedores de atenção redobrada. Além disso, a previsão é de que o mar fique bastante agitado na faixa litorânea, com possibilidade de ressaca e a formação de ondas de até 4 metros.
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É merecedor de elogios as autoridades e institutos de meteorologia que preveniram a população para os possíveis perigos da tempestade. O problema é que o brasileiro em geral não tem a cultura da prevenção. Menos mal que a previsão que tanto assustou não se confirmou. Uma das explicações é que a região do Morro Alto serviu como uma espécie de barreira de contenção, não permitindo que a velocidade do vento vindo do mar acelerasse ainda mais e atingisse a faixa leste do estado.