Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2020
A World Athletics divulgou a lista de calçados permitidos nas Olimpíadas de Tóquio deste ano. Dentre os modelos, a falta de um em especial chamou a atenção: o ‘Alphafly’, da Nike, usado pelo maratonista Eliud Kipchoge para correr uma maratona em menos de duas horas, fato inédito na história, em outubro de 2019.
O motivo da proibição é que o tênis tem mais de uma placa ou lâmina rígida incorporada, fugindo do padrão solicitado pela entidade. Além disso, as palmilhas não podem ter mais de 40mm e os calçados devem estar disponíveis para venda no mercado varejo por pelo menos quatro meses antes de ser usado em um evento oficial.
“Não é nosso trabalho regular todo o mercado de calçados esportivos, mas é nosso dever preservar a integridade da competição de elite, garantindo que os sapatos usados pelos atletas de elite na competição não ofereçam assistência ou vantagem injusta”, disse o presidente do World Athletics, Lord Coe, antes de completar.
“Como estamos entrando em um ano olímpico, vamos traçar uma linha proibindo o uso de calçados que vão além do que está atualmente em uso”, concluiu.
Relembre o feito
Em um evento realizado em Viena, na Áustria, no dia 12 de outubro de 2019, o queniano campeão olímpico e mundial Eliud Kipchoge completou uma maratona em 1h59m40s2m. O evento foi realizado por um patrocinador com o objetivo de o atleta terminar a prova em menos de duas horas.
Eliud já havia quase conseguido em 2017, quando concluiu a prova com duas horas e 25 segundos. Apesar da façanha, por se tratar de uma prova não-oficial, o feito não foi homologado como recorde mundial.
Jogos Olímpicos
A atmosfera olímpica está crescendo em toda a cidade de Tóquio desde a chegada dos Anéis Olímpicos em Odaiba em janeiro. A empolgação pelos Jogos chegou ao clímax com um grande show de fogos de artifício com cinco minutos de duração e a iluminação dos Anéis Olímpicos. Os fogos de artifício explodiram na forma de cinco anéis entrelaçados nas cores vermelho, azul e verde, ecoando o marco iluminado da Ponte Arco-Íris. Os Anéis Olímpicos estarão em exibição na costa do Parque Marinho de Odaiba até agosto, quando os Jogos Olímpicos terminam e serão substituídos pelo símbolo dos Jogos Paraolímpicos – os três “agitos”.
“Além dos atletas, um grande número de visitantes chegará ao Japão. Nosso objetivo é apresentar completamente o charme do Japão e de Tóquio a eles, e criar um ambiente onde os atletas possam competir de bom humor”, disse Yasuhiro Yamashita, presidente do Comitê Olímpico Japonês.
Mitsunori Torihara, presidente do Comitê Paraolímpico Japonês, pediu apoio contínuo ao sucesso dos Jogos. “A palavra para o símbolo dos Jogos Paraolímpicos, ‘agitos’, significa ‘eu me mexo’. De certa forma, o sucesso dos Jogos será uma grande jogada impulsionada pelos esforços conjuntos de todas as partes ”, afirmou Torihara.
A partir de 24 de julho, milhares de atletas competirão em um recorde de 33 esportes olímpicos e 22 esportes paralímpicos. Enquanto os atletas se preparam para as medalhas, espectadores de todo o mundo competem pelos ingressos mais vendidos. No Japão, mais de 8,2 milhões de pessoas se inscreveram para um Tokyo 2020 ID para participar da loteria de ingressos. No ano passado, foi solicitado um recorde de 3,1 milhões de ingressos durante a primeira loteria dos Jogos Paraolímpicos.
Há outra chance para quem não recebeu um ingresso, já que o Tóquio 2020 anunciou uma segunda loteria para os Jogos Paraolímpicos no início deste mês. A inscrição será encerrada em 29 de janeiro.
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