Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A crise da Argentina e a tragédia de Brumadinho não deixaram a indústria brasileira crescer em 2019

Compartilhe esta notícia:

Prazo original para o abatimento era de até 15 anos. (Foto: Agência Brasil)

Depois de ensaiar uma recuperação por dois anos consecutivos, o desempenho da indústria brasileira voltou a apresentar retração em 2019. Dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE apontam que o setor terminou o ano passado com queda de 1,1%. Foi o pior ano desde 2016, quando o indicador desabou 6,4%.

O resultado reflete o impacto na indústria da lenta recuperação econômica do País e o efeito da queda da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), que matou mais de 250 pessoas. Somente a  indústria extrativa mineral apresentou retração de 9,7%, a maior da série história da pesquisa do IBGE, iniciada em 2003.

A crise de parceiros importantes como a Argentina impactaram as exportações brasileiras, como o setor automotivo. A indústria  de transformação, por exemplo, fechou o ano com alta de 0,2%, o menor desde 2016, quando desabou 6% em meio a recessão econômica.

A despeito de efeitos pontuais em 2019, analistas afirmam que o desempenho da indústria brasileira foi bem abaixo do que era esperado. Das 24 atividades pesquisadas pelo IBGE, 16 tiveram queda no ano, indicando um espalhamento da retração por diversos setores.

“Para além do efeito negativo do setor extrativo, por conta de Brumadinho, há uma combinação de perdas importantes em diversos outros segmentos da indústria, principalmente os identificados com bens intermediários”, ressalta André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Durante todo o ano, o fraco desempenho da indústria brasileira já havia sido identificado durante os meses. Desde o quarto trimestre de 2018, o setor não consegue sair do vermelho. O ano passado terminou com a indústria operando no mesmo ritmo de produção de janeiro de 2019 e 18% abaixo do registado no auge, em maio de 2011.

Somente os resultados negativos de novembro e dezembro fizeram com que os três meses positivos registrados pelo indicador entre agosto e outubro fossem eliminados.

Para Renata de Mello Franco, economista da FGV/Ibre, os números indicam um processo de retomada lenta da indústria brasileira, mesmo com a melhora dos índices de confiança.

Ela lembra que os bens de capital, um dos principais indicadores de investimentos na economia, terminou o ano com queda de 0,4%. Em dezembro, a queda foi de 5,9%, na comparação com 2018.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Artista engana o Google Maps com carrinho cheio de smartphones
Tênis usado para correr maratona em menos de duas horas é proibido nos Jogos Olímpicos
Pode te interessar