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Mundo Teoria de fuga do vírus de laboratório chinês é pouco provável, afirma especialista da Organização Mundial da Saúde

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A missão em Wuhan deve ser encerrada na próxima semana. (Foto: Reprodução)

Peter Ben Embarek, o líder da equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investiga a origem da pandemia em Wuhan, na China, classificou como pouco provável que o coronavírus tenha saído de um laboratório. Ele ainda afirmou que esta tese seria um “excelente roteiro” para um filme de ficção. Ben Embarek integra a equipe de 10 especialistas da OMS que chegou à China em janeiro.

A equipe visitou na quarta-feira (3) o Instituto de Virologia de Wuhan de onde, segundo o ex-presidente americano Donald Trump, o vírus teria saído, por acidente ou não.

“Se começarmos a seguir e perseguir fantasmas aqui e em outros lugares, nunca vamos chegar a lugar nenhum”, disse Ben Embarek por telefone de Pequim.

Para o especialista em segurança alimentar, que trabalhou para a OMS em Pequim no início da década, a visita foi um “passo importante” para entender a origem desses rumores.

“Conseguimos, de forma racional (…) explicar por que alguns deles são totalmente irracionais, por que alguns deles podem fazer sentido, e por que alguns deles podem ser explicados ou não”, disse.

O Instituto de Virologia de Wuhan tem, desde 2012, um laboratório de alta segurança para patógenos muito perigosos, que abriga cepas de vírus como o do Ebola. Ben Embarek disse que teve “conversas muito francas” com os interlocutores chineses.

Antes de deixar o posto de chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo voltou a fazer acusações contra o Instituto de Virologia de Wuhan em janeiro. Mas, até o momento, não foram encontradas provas para respaldar tais hipóteses.

O coordenador da equipe da OMS prometeu “seguir a ciência e os fatos” para chegar a uma conclusão sobre a origem da pandemia. Ele ainda afirmou que a delegação deve concluir a missão em Wuhan na próxima semana.

“Não vamos alcançar uma compreensão completa das origens deste vírus, mas será um bom primeiro passo. Será uma maneira muito robusta e clara que nos ajudará a definir como definiremos adiante”, ressaltou.

Desenvolvimento de vacinas

O planeta deve unir forças para alcançar um desenvolvimento “massivo” de vacinas contra o coronavírus, solicitou nessa sexta-feira (5) o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enquanto os Estados Unidos anunciam uma redução de 61% nas novas infecções no último mês.

Esta tendência decrescente nos casos de covid-19 segue o padrão global, mas o impacto das novas variantes do vírus é muito desigual dependendo das regiões e dos países.

A situação de saúde está “longe de estar sob controle” na Alemanha, justamente por causa dessas variantes, alertou o diretor do instituto Robert Koch, Lothar Wieler.

E na Europa, além disso, a situação é tensa devido ao lento gotejamento das doses das vacinas, que todos os países do bloco exigem, e que os fabricantes não têm condições de atender devido aos seus múltiplos compromissos.

Atualmente, cerca de 120 milhões de doses de vacinas foram injetadas em todo o mundo em cerca de 82 países e territórios, a enorme maioria distribuída entre países de renda alta e média.

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