Domingo, 14 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
12°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Tecnologia Teorias conspiratórias sobre o 5G se espalham e preocupam a Anatel

Compartilhe esta notícia:

A quinta geração de redes móveis de telefonia – que já estreou em 25 países – tem gerado rumores em todo o mundo, que se espalham pelas redes sociais. (Foto: Reprodução)

O 5G nem chegou ao Brasil e já está cercado de boatos, teorias da conspiração e muita desinformação. A quinta geração de redes móveis de telefonia – que já estreou em 25 países – tem gerado rumores em todo o mundo, que se espalham pelas redes sociais. Entre eles estão os de que sinais de 5G poderiam causar câncer, acelerar o envelhecimento com mutações no DNA humano e até atrapalhar o tráfego aéreo. As informações são do jornal O Globo.

Além de teorias exageradas, como o uso da tecnologia como arma de guerra, também ganham popularidade impactos fictícios no meio ambiente, como uma possível extinção das abelhas.

A intensidade dos falsos rumores acendeu um alerta na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que estuda produzir um guia para alertar sobre as fake news em torno do 5G. A preocupação é que esses boatos possam atrapalhar os planos do órgão de fazer o primeiro leilão de 5G no ano que vem – e viabilizar a nova rede operando no país no Natal de 2020.

Um exemplo desse risco é um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina para proibir testes de redes 5G no estado até que seja comprovado que não há risco para a saúde.

O projeto foi proposto pelo deputado estadual Marcius Machado (PL) com base em boatos como o que circula nas redes atribuindo imagens de pássaros mortos em Haia, na Holanda, a testes de 5G. Só que esses testes nunca foram realizados na cidade holandesa.

Se aprovado, o projeto pode inviabilizar um convênio firmado entre uma operadora de telefonia móvel e uma fundação de pesquisa ligada à Universidade Federal de Santa Catarina para testar a nova rede em Florianópolis.

As pessoas não são cobaias. Sou entusiasta da tecnologia, mas é preciso precaução”, justifica Machado.

A proliferação de boatos e temores sobre o 5G se deve ao fato de que a nova tecnologia marca uma nova fase no setor de telecomunicações, que vai permitir conexão em velocidade muito mais alta do que a que conhecemos hoje. Afetará não só celulares, mas também automóveis, eletrodomésticos, máquinas e objetos, na chamada Internet das Coisas. Para isso, a nova rede vai demandar frequências nunca usadas antes pela telefonia e muito mais antenas, que devem triplicar nas cidades. No Brasil, a estimativa é que subam de 90 mil para 270 mil.

O 5G vai movimentar a indústria. Os investimentos podem, só no Brasil, chegar a R$ 3 bilhões por ano”, diz o consultor Hermano Pinto.

Os boatos sustentam que a radiação das torres de radiofrequência vai aumentar com mais antenas, gerando riscos à saúde. Carlos Duprat, diretor do Telebrasil, associação que reúne empresas do setor, diz que com o 5G significa justamente o contrário:

Com mais antenas, a potência será menor, o que vai gerar menos radiação. Não há qualquer comprovação científica de danos à saúde.”

Agostinho Linhares, gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel, explica que o volume de radiação das antenas segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, a exposição de humanos a essa radiação não chega a 1% do limite estabelecido. Por isso, ele classifica como inverídica a ideia de que essa radiação possa, por exemplo, aumentar a temperatura do corpo humano a ponto de aquecer próteses metálicas, como diz uma das notícias falsas disseminadas.

A radiação é tão baixa que a pele do corpo já faz uma barreira. Por isso, não existe essa história de que, quando ligaram a rede 5G na Europa, pássaros morreram por aumento da temperatura provocada pela radiação”, diz o executivo da Anatel. “Estamos discutindo a criação de um informe técnico sobre esses boatos.”

Segundo Linhares, a única preocupação da agência hoje é um estudo para evitar que o 5G interfira no sinal de TV de antenas parabólicas.

Rumores de que celular pode provocar doenças não são novidade. Mas Clarissa Baldotto, diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, lembra que até hoje não há estudo médico atribuindo câncer a sinais de telecomunicações, por exemplo:

Se existir, o risco é baixo. Cigarro e bebida têm risco maior. Ao usar muito o celular, há aumento de temperatura local (na orelha e cabeça), mas não afeta DNA. Ninguém precisa entrar em pânico.”

A petição “Pare o 5G na Terra e no Espaço”, lançada na internet, já convenceu centenas de pessoas em vários países da tese de que o sinal do 5G aumentaria a temperatura corporal das abelhas, provocando a extinção desses insetos.

Isso mostra desconhecimento tecnológico. Esses estudos não têm fonte. O fato é que até hoje não há experimento que aponte algo concreto. A potência das antenas é muito baixa para aumentar a temperatura corpórea de animais ou pessoas”, explica Carlos Nazareth, diretor do Inatel, centro de pesquisas em telecomunicações de Minas Gerais.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Tecnologia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

De volta para o futuro? Japoneses testam carro voador
Saiba como ler mensagens apagadas no WhatsApp
Pode te interessar