Domingo, 28 de Fevereiro de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
24°
Partly Cloudy

Rio Grande do Sul Terapeuta holístico é preso, em Canoas, suspeito de abusar sexualmente de suas pacientes

Compartilhe esta notícia:

O homem dizia às vítimas que o contato sexual era necessário, pois faria parte do tratamento.

Foto: Reprodução
O homem dizia às vítimas que o contato sexual era necessário, pois faria parte do tratamento. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil gaúcha prendeu preventivamente um terapeuta holístico, em Canoas, por violação sexual mediante fraude. O homem é acusado de abusar sexualmente de suas pacientes, alegando que o ato sexual era parte do tratamento. A ação foi realizada por policiais civis da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canoas) de Canoas, coordenados pela delegada Clarissa Demartini

Em maio de 2020, foi iniciada a investigação de provável crime sexual praticado contra duas mulheres, no município de Canoas. As vítimas procuraram a delegacia relatando que faziam terapia holística com o mesmo profissional e, durante as sessões, ele mantinha contato sexual com elas sob a alegação de que aquilo faria parte do tratamento.

Durante a investigação, outras vítimas foram identificadas e foi decretada a prisão preventiva do investigado. Ao final, dez mulheres afirmaram que foram vítimas do terapeuta. Todas elas apresentavam-se abaladas emocionalmente e relataram que o contato sexual era aceito, pois indicado como forma de tratamento e cura aos problemas que apresentavam.

Nas sessões, o terapeuta, conhecendo a fragilidade da vítima, alegava que o contato sexual estimularia a energia vital das pacientes e que ele seria o caminho da cura, para tanto ela precisaria manter relação sexual com ele.

Confiando nas palavras daquele que se intitulava como “mestre”, as vítimas cediam. Porém, quanto mais submissas se tornavam, mais deprimidas ficavam.

Além da violência sexual, as mulheres relataram perda de valores, tendo uma das vítimas relatado que gastou cerca de R$ 25 mil em terapia e cursos que o acusado oferecia.

O inquérito foi concluído apontando a responsabilização do autor pela prática do crime de violação sexual mediante fraude.

O terapeuta foi preso pela primeira vez no dia 29 de junho e foi denunciado em 5 de agosto. No decorrer do processo foi posto em liberdade, cerca de quatro meses depois de ser recolhido.

A gravidade do fato, o meio insidioso que usava para atrair as vítimas e a forma de coagi-las a manter relação sexual motivou novo pedido de prisão, deferido na quinta-feira (3) e cumprido na sexta-feira (4).

A delegada Clarissa afirmou que foi uma investigação bastante complexa, pois a prova testemunhal sempre vinha carregada de emoção. “Chegamos a esse resultado através de escuta qualificada e empatia com as vítimas que procuraram a delegacia. A violência que elas sofreram se perpetuou por muito tempo, o que as deixou fragilizadas e, muitas vezes, com sentimento de responsabilidade por aquilo que aconteceu”, relatou.

O delegado Mario Souza, diretor da 2ª DPRM, disse que a investigação possibilitou que fosse interrompida a violência que estava acontecendo há anos. “Foram diversas vítimas identificadas, mas estimamos que outras mulheres possam ter sido vítimas dos atos deste terapeuta e, por vergonha, permaneçam no anonimato”, afirmou.

Após as formalizações, o homem foi encaminhado ao sistema prisional.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Rússia começa a vacinar principais grupos de risco contra Covid-19
Aprovada na Câmara, medida provisória que cria Casa Verde e Amarela vai ao Senado
Deixe seu comentário
Pode te interessar