Quarta-feira, 10 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 4 de dezembro de 2019
E parece que o complicado caso do príncipe Andrew, acusado de estuprar Virginia Giuffre três vezes entre 1999 e 2002 (na primeira, ela tinha apenas 17 anos), terá uma reviravolta.
Uma mulher alega ter visto o filho da rainha Elizabeth II na boate Tramp, em Londres, onde o duque de Iorque teria dançado com a moça – antes de ser forçada a fazer sexo com ele. Essa nova testemunha contradiz a história contada por Andrew de que estaria em casa com as filhas na noite em que o encontro teria acontecido.
É mais um capítulo na complicada relação entre o príncipe e o milionário Jeffrey Epstein, preso por tráfico de mulheres e pedofilia, que se suicidou na prisão em agosto.
A advogada Lisa Bloomm que representa algumas vítimas de Epstein, afirma que levará a mulher, cuja identidade não foi revelada, ao FBI. “Estou representando uma testemunha que diz que ela estava na boate e viu o príncipe Andrew com a Virginia. Ela se lembra bem porque lhe disseram que era um membro da família real. Foi uma coisa muito importante. Ela viu Virginia lá com ele. Vou levá-la ao FBI.”
Virginia Giuffre reiterando suas acusações em entrevista à “BBC”. “Ele sabe o que aconteceu, eu sei o que aconteceu e há apenas um de nós dizendo a verdade.”
As relações sexuais teriam acontecido em Nova York, Londres e numa ilha no Caribe que pertencia a Epstein. “Foi um momento assustador na minha vida”. Por causa das relações com Epstein, Andrew foi retirado das obrigações reais e perdeu o salário anual dado pela coroa. Ele, no entanto, nega ter tido qualquer relação com Virginia, como foi dito em entrevista à “BBC”. “Não me lembro de ter conhecido essa senhora. Isso nunca aconteceu.”
Entenda o caso
Virginia Giuffre, uma das 16 mulheres que acusam o bilionário Jeffrey Epstein de abuso sexual, disse que foi forçada a ter relações sexuais com o Príncipe Andrew, filho da Rainha Elizabeth II, quando tinha apenas 17 anos.
A mulher de 35 anos já havia feito as acusações ao integrante da realeza britânica em outra ocasião, mas a reforçou o caso nesta semana, ao fim de uma audiência em Nova York, nos Estados Unidos, para o arquivamento do processo contra Epstein após a morte dele.
“Ele sabe exatamente o que ele fez e espero que o esclareça. Obrigada”, disse Virginia à jornalistas que estavam no local. Ela disse em depoimento que foi forçada a ter relações com o príncipe em três ocasiões.
Em um comunicado, o Palácio de Buckingham, informou que o príncipe ficou “horrorizado” com as alegações. “Sua Alteza Real deplora a exploração de qualquer ser humano e a sugestão de que ele tolera, participa ou encoraja qualquer comportamento desse tipo é abominável”, dizia a nota. O segundo filho da rainha está enfrentando uma onda de questionamentos sobre sua amizade com o bilionário desde a morte dele.
Na audiência realizada nesta terça, além de expressar raiva e comoção, algumas mulheres que disseram terem sido abusadas por Epstein lamentaram que o suicídio do bilionário as tenha privado da oportunidade de obter justiça.
O empresário foi preso no dia 6 de julho, sob acusações de tráfico sexual envolvendo dezenas de meninas de até 14 anos. Quatro dias depois, foi encontrado morto em sua cela no Metropolitan Correctional Center, em Lower Manhattan. O resultado da autópsia concluiu que ele se enforcou.
Jeffrey Epstein era um dos bilionários mais bem relacionados dos EUA, visto com frequência ao lado de artistas, autoridades, como o ex-presidente Bill Clinton e o presidente Donald Trump, além de figuras da realeza europeia, como o príncipe Andrew.
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