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Mundo Theresa May é mantida no governo do Reino Unido e caberá a ela apresentar uma nova proposta para a saída da União Europeia

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A capacidade de diálogo é uma das qualidades de Theresa May. (Foto: Reprodução)

Theresa May venceu de forma apertada a votação de sua moção de desconfiança e continuará no cargo de primeira-ministra britânica. A consulta foi realizada pelo Parlamento na tarde desta quarta-feira (16) e ela teve 325 votos a favor e 306 contra sua continuidade no cargo.

O resultado significa que a maioria do Parlamento confia que May tem capacidade para permanecer liderando o governo.

A moção foi proposta pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, imediatamente após a rejeição do acordo do Brexit, na terça. A justificativa apresentada foi que, em dois anos de governo, May não conseguiu elaborar uma proposta boa o suficiente para ser aprovada pela maioria no Parlamento.

Em dezembro, a primeira-ministra já havia sido alvo de moção semelhante apresentada por seus colegas de partido, o Conservador. Na ocasião, ela venceu a votação interna e foi mantida no cargo.

Nesta quarta, May precisava da maioria de 318 votos para sobreviver. Há 650 deputados na Casa, mas 7 membros do partido nacionalista da Irlanda Sinn Fein não participam, 4 porta-vozes não votam e outros 4 deputados que têm a tarefa de contar os votos também estavam de fora. Restavam 635 deputados para votar.

Ela contou com o apoio do pequeno Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP), que votou contra o seu acordo na terça-feira, e também com os conservadores que a “traíram” na véspera, mas ficaram ao seu lado desta vez.

Segundo analistas citados pelo jornal americano “New York Times”, estes preferem uma liderança fraca de May à perspectiva de novas eleições que poderiam levar o Partido Trabalhista ao poder. Eles querem substituir o acordo em questão, e não a primeira-ministra.

“Traidor”

Em seu discurso antes da votação da moção, a primeira-ministra disse que uma eleição nacional – o que poderia acontecer caso ela fosse derrotada – seria a pior coisa que o Reino Unido poderia fazer agora.

Ela criticou duramente o líder do Partido Trabalhista, a quem chamou de “traidor” em relação a tudo o que sua própria legenda defendeu historicamente.

Segundo a agência Efe, a premiê garantiu que o que Corbyn fez ao Partido Trabalhista, que atualmente lidera a oposição britânica com 256 deputados, é uma “tragédia nacional” e acrescentou que o que faria ao Reino Unido, caso se transformasse em seu governante, seria uma “calamidade”.

Divisão

Antes da votação, o Parlamento parecia dividido em três correntes, nenhuma majoritária. Cerca de um terço dos deputados do partido de May, o Conservador, apoia o acordo que ela fechou com a UE. Contra a premiê está a oposição, que defende um novo referendo do Brexit, e uma facção no próprio partido de May, que quer deixar a UE sem nenhum acordo.

O acordo que May negociou com a União Europeia nos últimos dois anos foi rejeitado por 432 votos a 202.

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