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Brasil Tia Eron reaparece e diz que votará com a consciência

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Deputada disse que homens da comissão não foram capazes de chegar a solução. A parlamentar não adiantou posição e disse votará com a "consciência". (Foto: Reprodução)

Detentora do voto decisivo no processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a deputada Tia Eron (PRB-SP) afirmou nesta terça-feira (14), no Conselho de Ética, que votará com a “consciência”. Ela disse que é cobrada a resolver o que os “homens” do colegiado não solucionaram em nove meses de tramitação da representação que pede a cassação do presidente afastado da Câmara.

Ela ainda não declarou sua posição publicamente e se isolou nos últimos dias para evitar pressão de aliados e adversários de Cunha. Na última semana, ela não participou da reunião que tentou votar o parecer pela cassação e havia grande expectativa pela presença da parlamentar na reunião desta terça.

“Faz nove meses esse processo. Vocês como homens não entendem o que é dar à luz. Por isso, chamam: ‘Cadê Tia Eron para resolver o problema que os homens aqui não foram capazes de resolver’”, afirmou, sem adiantar se votará a favor ou contra o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que recomenda a cassação.

O placar no Conselho de Ética está apertado entre os que defendem que o peemedebista perca o mandato e os que são contrários a essa punição. Pelos cálculos de adversários de Cunha, se Tia Eron votar contra o relator, que pede a cassação, o placar deverá ficar em 11 votos a 9 a favor do presidente afastado. Essa hipótese leva à derrubada do parecer.

Se ela votar com o relator, o placar ficará empatado em 10 a 10, e o voto de minerva caberá ao presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), que já disse ser a favor da cassação.

Tia Eron chegou ao plenário do Conselho de Ética nesta terça por volta das 14h20min e foi cumprimentada por aliados e adversários de Eduardo Cunha.

Perguntada se já havia definido voto, ela afirmou: “Não acredito. Vocês já puseram voto para mim”. Questionada se participaria da votação, a deputada afirmou: “Se vocês me derem paz”.

Em seguida, ela foi abordada pelo advogado de Cunha, Marcelo Nobre, que trocou algumas palavras com a deputada e prestou “apoio” pela “pressão” dos últimos dias. A parlamentar apenas acenou a cabeça, enquanto segurava a mão do advogado.

Após registrar presença, a deputada disse que iria ao banheiro e teve de ser escoltada por seguranças. (Nathalia Passarinho/AG)

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