Segunda-feira, 06 de Abril de 2020

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Bem-Estar Tire as suas dúvidas sobre a febre amarela, infecção, sintomas e vacinação

É importante estar com as vacinas em dia. (Foto: Reprodução)

A febre amarela voltou a chamar a atenção depois que casos em macacos e humanos voltaram a ser registrados no País. O retorno da doença ocorre meses após seu maior surto no Brasil, no primeiro semestre de 2017. A seguir, entenda o que causa a febre amarela, infecções, sintomas e o que fazer para evitá-la, como a busca pela vacinação.

No Brasil, o vírus é transmitido apenas por mosquitos que circulam exclusivamente em áreas de mata. Se for picado pelo mosquito transmissor, o macaco passa a carregar o vírus. Se esse macaco doente for picado novamente por um mosquito que ainda não carrega o vírus, vai infectar o inseto, que, por sua vez, vai continuar a transmissão. Macacos pegam o vírus antes do homem, em geral, porque estão sempre em área de mata, onde está o vírus. Além disso, algumas espécies, como a dos bugios, têm menos resistência imunológica à doença do que o homem e, por isso, morrem com mais facilidade.

Devem se vacinar as pessoas que moram ou vão viajar para regiões rurais ou de mata dentro das áreas de risco, no Brasil ou no exterior – a imunização deve ser feita dez dias antes da viagem. As cidades com recomendação de vacina podem ser consultadas no site do Ministério da Saúde.

Vacinação e prevenção

A dose integral (0,5 ml) vale para a vida toda. Já a dose fracionada (0,1 ml) vale por pelo menos 8 anos. Crianças devem tomar a partir dos 9 meses (ou 6 meses em áreas de risco).

Para evitar picadas, recomenda-se usar repelente (evitar os que também têm protetor solar), aplicar o protetor antes do repelente, não usar repelentes em crianças com menos de 2 meses, evitar perfume em áreas de mata; vestir roupas compridas e claras (ou com permetrina), usar mosqueteiros e telas.

Para controle do mosquito, deve-se evitar água parada e tomar os mesmos cuidados da dengue, porque há risco de a doença ser contraída pelo Aedes aegypti (o que não acontece no Brasil desde 1942), além de manter distância de áreas de risco e evitar áreas de mata com registros da doença; caso vá viajar a esses locais, tome a vacina ao
menos dez dias antes.

Quem já teve a doença costuma contar com uma imunidade bastante duradoura devido à infecção. A eficácia da vacina chega a 99% e ela é bastante segura. Ela pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar entre 2% e 5% dos vacinados nos primeiros dias após a vacinação e podem durar entre 5 e 10 dias.

Caso a pessoa não lembre se já foi vacinada, pode procurar o serviço de saúde que costuma frequentar e tentar resgatar seu histórico. Caso não seja possível, a recomendação é fazer a vacinação normalmente.

Para quem vai viajar, é importante saber que o certificado internacional não é concedido pela Anvisa a quem toma a dose fracionada. Nesses casos, o viajante terá que tomar a vacina padrão, lembrando que deve haver pelo menos 30 dias entre cada dose, por se tratar de uma vacina com vírus vivo.

Ao todo são 135 países, que podem ser consultados no site da Anvisa, exigem o certificado. Na América do Sul, fazem parte da lista Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai e Suriname.

Quem foi vacinado antes da mudança de recomendação de apenas uma dose pelo Ministério da Saúde, em abril de 2017, não precisa tomar a segunda dose. O ministério passou a aceitar o entendimento anterior da Organização Mundial da Saúde de que apenas uma dose é suficiente. O certificado passa a ser considerado válido para o resto da vida.

Sintomas 

Os sintomas iniciais aparecem de três a seis dias depois. Em casos excepcionais, até 15 dias. A pessoa pode apresentar febre súbita, calafrios, forte dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza e vômitos. A maioria das pessoas melhora depois, mas cerca de 15% desenvolvem a forma grave da doença após um intervalo de até um dia sem sintomas. Nesses casos, pode haver icterícia – que deixa pele e olhos amarelados (daí o nome da doença)–, hemorragia e insuficiência de órgãos. A taxa de letalidade da febre amarela é de 20% a 50% da pessoas que desenvolvem a forma grave da doença morrem, segundo o Ministério da Saúde.

Tratamento

Não há tratamento específico, apenas para os sintomas. Analgésicos e antitérmicos podem ser usados para aliviar febre e dor. O ministério recomenda evitar aspirina e derivados, anti-inflamatórios e salicilatos como AAS, pois podem favorecer reações hemorrágicas. Neste ano, pela primeira vez uma paciente com hepatite fulminante causada pela doença recebeu transplante de fígado. Também está sob uso experimental um medicamento para hepatite C.

Hospitalização quando necessário, com reposição de líquidos e perdas sanguíneas, e uso de tela, por exemplo, para evitar o contato do doente com mosquitos.

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