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Brasil Tire suas dúvidas sobre a transmissão, a prevenção e o tratamento do zika vírus

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(Foto: Reprodução)

O zika vírus pode até ser transmitido por um inimigo bem conhecido do brasileiro, o mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, mas as dúvidas sobre a nova doença ainda são muitas. Quase sempre silenciosa, o zika já foi, no entanto, relacionado a duas mortes no Brasil.

Principais riscos. 

Mas os principais riscos são para bebês em gestação: o Ministério da Saúde confirmou a ligação entre o zika e a microcefalia. Os registros da malformação – bebês nascem com crânio menor que o normal – saltaram de 147 em 2014 para 1.248 até 30 de novembro deste ano no País, que não conhecia o zika vírus antes de 2014. Buscando esclarecer mais sobre o vírus, a reportagem reuniu uma série de   respostas às questões mais recorrentes. Confira.

O que é o zika?

É uma doença viral transmitida principalmente por mosquitos, como Aedes aegypti.

Quais os sintomas?

Manchas vermelhas, coceira na pele, febre alta e dor.

Há outras formas de contaminação?

O vírus pode ser encontrado no sêmen, leite materno e sangue, mas não há certeza se a transmissão da doença pode ser feita por essas vias.

Quanto tempo depois de ser picado, surgem os sintomas?

O período de incubação é de uma semana a dez dias.

É possível ter zika e não ter sintomas?

Sim, em 80% dos casos a doença é assintomática.

Como se prevenir?

Não existe vacina. As medidas de prevenção são semelhantes às da dengue e da chikungunya: evitar contato com mosquito transmissor.

Usar repelente adianta?

Sim. O repelente forma uma nuvem de 4 centímetros de distância do corpo e liga-se a uma proteína da antena do mosquito, fazendo com que ele fique perdido e não se aproxime.

Como o repelente deve ser passado?

Além de passar na pele, é importante passar spray sobre a roupa também, já que o mosquito pode passar por baixo da roupa ou picar através do tecido.

Gestantes podem usar repelente?

Mulheres grávidas que não são alérgicas devem usar. Alguns médicos recomendam o uso de repelentes com a substância IR3535, pois outras substâncias não são recomendadas.

Quais os hábitos do Aedes?

O mosquito tem hábitos mais diurnos que noturnos, mas também pode picar à noite. Só se reproduz em água parada e prefere o calor.

Quem pegou zika uma vez pode pegar de novo? 

Não. Diferentemente da dengue (que tem quatro sorotipos), o zika só tem um. Após a infecção, o organismo cria imunidade contra a ele.

Quem já teve dengue ou chikungunya pode pegar zika?

Sim. São vírus diferentes. Apenas a forma de transmissão é igual.

Qual o tratamento para o zika?

Não há tratamento para a doença, apenas dos sintomas, como usar analgésico e antitérmico que não sejam à base de AAS (ácido acetilsalicílico) e beber muito líquido, para se hidratar.

Que exame detecta o vírus?

O teste para verificar a infecção pelo vírus da dengue, zika ou chikungunya é o RNA PCR. Ele detecta a presença do RNA (ácido ribonucleico, responsável pela síntese de proteínas da célula) do vírus no paciente.

Qual a relação entre o zika e a microcefalia?

O Ministério da Saúde confirmou que há ligação entre o vírus e a microcefalia, após pesquisa que identificou o vírus em um recém-nascido que morreu no Ceará. Mas ainda não se sabe como o zika vírus causa a microcefalia.

O que é microcefalia?

Situação rara em que o bebê nasce com o crânio pequeno (perímetro cefálico de até 34 centímetros). A ocorrência não leva à morte, mas traz consequências até a fase adulta e está associada a atraso no desenvolvimento neurológico, podendo levar a um déficit visual, motor e cognitivo.

Mulheres que pegaram zika e se recuperaram antes da gravidez podem transmitir o vírus para o bebê?

A transmissão ocorre só quando a mãe contrai o vírus na gestação.

Em que período da gravidez o zika pode causar microcefalia?

Nos primeiros três meses.

É possível detectar a microcefalia no pré-natal?

Sim, pela ultrassonografia. Já a punção para detectar a presença do zika vírus no líquido amniótico só deve ser feita em casos especiais, por indicação médica, pois pode levar à morte do bebê.

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