Domingo, 07 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de agosto de 2021
A maioria dos funcionários votou, em assembleia, pelo retorno ao trabalho nesta terça-feira
Foto: Divulgação/PMPARodoviários da Carris decidiram voltar ao trabalho após reunião com o prefeito Sebastião Melo, na tarde desta segunda-feira (23), no Paço Municipal, em Porto Alegre. A maioria dos funcionários votou pelo retorno ao trabalho nesta terça-feira (24) em assembleia da categoria.
Eles devem, contudo, manter o estado de greve. A decisão de os funcionários retornarem aos postos se deu em razão da garantia, por parte da prefeitura, de que o projeto de privatização da empresa deve levar ao menos dez dias para ser votado na Câmara de Vereadores. A paralisação causou atrasos em ônibus e lotações de cerca de 40 minutos.
Melo confirmou, em coletiva de imprensa, que o projeto não deve começar a ser votado antes de dez dias, mas se mostrou irredutível em manter o texto na Câmara. O prefeito confirmou que, após o debate com todas as bancadas, vai orientar a colocar a proposta em votação.
Sobre a paralisação da categoria, Melo revelou que a Carris cortou o ponto dos funcionários nesta segunda-feira. O prefeito ainda declarou que está disposto a seguir nas negociações, mas que espera “alternativas concretas” para o impasse.
Proposta
A proposta de privatização da Carris faz parte de um pacote da prefeitura para o transporte da Capital. Além dessa medida, o Executivo enviou à Câmara textos que pretendem autorizar a não obrigatoriedade da reposição de cobradores nos coletivos, além da redução das isenções e a limitação do passe escolar a estudantes de baixa renda.
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“Impasse” não há impasse. Há a necessidade de vender a Carris, com a consequencia da demissão de seus funcionários, coisa corriqueira na iniciativa privada. A greve não vai demover a vontade e a necessidade do Prefeito.
Tem que privatizar. Chega de colocar dinheiro na incompetência.