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Por Redação O Sul | 9 de julho de 2015
Com a piora do mercado de trabalho, o brasileiro está buscando atuar por conta própria para se equilibrar em meio à crise econômica. Segundo dados da Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de empregados no setor privado (com e sem carteira) caiu 1,02 milhão de pessoas no trimestre entre março e maio, frente aos mesmos três meses do ano passado. Em igual período, o número de trabalhadores por conta própria, ou que são empregadores, subiu em mais de 1 milhão de pessoas.
“No momento em que começou a apresentar perdas na carteira, começou a haver esse movimento (de aumento do contra própria e do empregador)”, afirma Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Proporcionalmente, a maior perda foi no número de empregados sem carteira de trabalho. O grupo foi reduzido de 10,4 milhões de pessoas para 10,1 milhões de pessoas, queda anual de 3%. Já a quantidade de trabalhadores formais foi reduzida em 1,9%, na mesma comparação, passando de 36,7 milhões para 36 milhões de pessoas.
“Isso mostra que não foi só o emprego com carteira de trabalho que diminuiu, mas, de certa forma, o emprego de uma forma geral”, destaca Azeredo.
Enquanto isso, o aumento no grupo dos trabalhadores por conta própria aumentou em 4,4% (mais 934 mil pessoas). Já o conjunto daqueles que são considerados empregadores — ou seja, os que têm negócios que empregam pelo menos um funcionário — aumentou em 8,1% (mais 299 mil pessoas). A soma dos dois grupos totaliza 1,2 milhão.
Em números absolutos, o grupo ainda é pequeno, chegando a 3,9 milhões de pessoas. (Marcello Corrêa/AG)