Sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Por Cláudio Humberto | 29 de agosto de 2025
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A Secretaria de Comunicação de Lula (PT) trabalha em clima de guerra para não deixar a CPMI da bandalheira do INSS afundar o que resta de avaliação não negativa do governo. Tracking de pesquisa diária interna, ferramenta que monitora temas de interesse do Planalto, já indica uma virada de mesa na gordurinha “positiva” que Lula faturou subindo no palanque após arrumar o “inimigo externo” Donald Trump, mesmo sacrificando milhares empregos com o tarifaço dos Estados Unidos.
Das tripas coração
O governo teme o desgaste da convocação de Frei Chico, irmão de Lula, cujo sindicato embolsou mais de R$240 milhões dos velhinhos.
Projeções pessimistas
Outro com grande potencial de alavancar a onda negativa do governo é Carlos Lupi, ex-ministro de Lula suspeito no mínimo de omissão.
Besteirol lulista
Já como estratégia para não deixar notícias negativas vingarem, a Secom tratou de antecipar o novo slogan do governo federal.
Só pensa naquilo
Hoje, o maior pavor de Lula é que as investigações, consequentemente o escândalo, se arrastem até perto da campanha eleitoral.
Oposição nega acordão na CPMI, mas não testa
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) lembrou a “Velhinha de Taubaté”, personagem de Chico Anysio, aceitando o papel de negar notícias sobre o acordão na CPMI para não convocar a depor Frei Chico, irmão de Lula (PT) cujo sindicato foi um dos mais beneficiados pelos bilhões surrupiados no INSS. Girão nem sequer participou do conchavo, a portas fechadas, mas se prestou a chamar de “fake news” o vazamento do acordão. Deveria, antes, ter feito um teste simples para conferir.
Prova dos nove
Para conferir o acordão, Girão deveria apresentar requerimentos de convocação de Frei Chico e dos demais 41 sindicalistas suspeitos.
Blindagem geral
O conchavo para blindar Frei Chico não especificou o pelegão, irmão de Lula, mas “delimitou” a convocação de sindicalistas suspeitos.
Camisa de força
O acordão com o Planalto prevê que requerimentos serão aprovados “em bloco”, após “filtro” dos líderes, e sob aprovação “consensual”.
Blindagem
O assunto mais comentado do X foi a hashtag de inspiração petista “Congresso contra o povo”, contra a chamada “PEC da Blindagem”, proposta que dificulta investidas do STF contra parlamentares.
A quem interessa
Parlamentares do PT et caterva são contra a “PEC da Blindagem” porque, na prática, já se sentem blindados de ações do STF, cujas decisões só dão alegrias ao Palácio do Planalto.
Ataque armado
A mais recente denúncia no Conselho de Ética da Câmara é contra Célia Xakriabá (Psol-MG), que atacou com uma caneta, como se fosse arma branca, Coronel Meira (PL-PE). Perfurou a mão do deputado.
Nem um?
Presidente da CPMI que investiga o roubo no INSS, o senador Carlos Viana (Pode-MG) garante que “ninguém será blindado na CPMI a qual eu presido. Faremos justiça e os culpados serão responsabilizados”.
E o INSS?
Ao tentar faturar algum nas redes sociais com a operação contra o PCC, que quase a transformou em factoide, Lula só não contava que a publicação ia ser inundada com a pergunta “E o INSS?”.
São Tomé
São poucos no PL os que levam fé no papo de Valdemar Costa Neto, cacique dos liberais, sobre a filiação de Tarcísio de Freitas ao partido. No Republicanos, sigla do governador de São Paulo, menos ainda.
Não-pretendido
Possível ramificação do projeto da “Lei Felca,” é a proibição no Brasil do sistema operacional gratuito Linux. O projeto obriga sistemas (como Windows, MacOS etc.) a criar mecanismos de verificação de idade, com controle centralizado, o que é impossível no código aberto Linux.
Sextou
É sexta-feira e a agenda do Congresso Nacional reflete o ritmo: na Câmara, o plenário realiza sessão solene para comemorar os cinco canos da Lei de Transação Tributária. No Senado, nada a deliberar.
Pensando bem…
…o valor total do megaesquema financeiro do PCC é só metade do rombo nas contas do governo Lula (este ano).
PODER SEM PUDOR
Fome de patrimônio
Numa roda, a então senadora Heloísa Helena (Psol-AL) pediu um chocolate ao líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), rei das guloseimas, e brincou: “Agora, quero só 99% da sua fortuna.” Suassuna reagiu: “Está vendo, Gabeira, como é essa esquerda?”. O então deputado sugeriu uma solução: “Dê 75% a ela, que está bom…”
José Sarney observou a silhueta arredondada de Suassuna e tascou, exercitando seu conhecido senso de humor: “Sem dinheiro, Ney, você vai ficar tão leve…”
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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