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Brasil Traficante Elias Maluco é encontrado morto em presídio federal

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Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, foi preso em 2002 acusado de torturar e matar o jornalista Tim Lopes. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Considerado um dos principais traficantes de drogas do Rio de Janeiro, Elias Pereira da Silva, conhecido como Elias Maluco, foi encontrado morto hoje na Penitenciária Federal em Catanduvas, região oeste do Paraná. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada oficialmente.

Elias foi preso em 2002, e condenado naquele ano por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Em maio de 2005, ele foi condenado pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver no caso do assassinato do jornalista Tim Lopes. A informação foi confirmada pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional). Segundo o órgão, o local da morte de Elias passará por perícia da Polícia Federal.

“A família foi comunicada pelo Serviço Social da unidade. O Depen informa, ainda, que preza pelo irrestrito cumprimento da Lei de Execução Penal e que todas as assistências previstas no normativo são garantidas aos privados de liberdade que se encontram custodiados no Sistema Penitenciário Federal”, diz a nota divulgada pelo departamento.

Caso Tim Lopes

A violência de Elias Maluco ganhou notoriedade com o caso do jornalista Tim Lopes, da TV Globo, que apurava, em junho de 2002, uma reportagem sobre abusos sexuais de menores de idade e tráfico de drogas nos bailes funk da Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio. Ele foi sequestrado pela facção comandada por Elias, levado torturado e morto. Três meses depois, após uma operação de mais de 50 horas da polícia fluminense, ele foi detido na favela da Grota, no Complexo do Alemão. Elias se refugiou em uma casa de idosos, e não houve troca de tiros com os policiais. Dos nove suspeitos de terem participado da morte de Lopes, seis foram presos naquele ano e dois morreram.

Depois da morte de Lopes, Elias foi condenado 8 anos e seis meses de prisão acusado de ter sido o mandante do crime. Ele foi posteriormente condenado também por lavagem de dinheiro em 2003.

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