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Geral Tragédia no Rio Grande do Sul também terá desdobramentos econômicos, diz ata do Banco Central do Brasil

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A tragédia no Rio Grande do Sul também terá desdobramentos econômicos além dos impactos humanitários, segundo o documento. (Foto: Mauricio Tonetto/Secom)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ressaltou, na ata divulgada nessa terça-feira (14), que a tragédia no Rio Grande do Sul também terá desdobramentos econômicos além dos impactos humanitários. No documento, o Copom ressaltou que seguirá acompanhando a questão.

Sobre o comportamento da inflação, o Copom avaliou que os dados se mostraram benignos tanto na inflação cheia quanto nos núcleos e que, após uma sequência de surpresas altistas, “notou-se arrefecimento dos núcleos de inflação, embora em níveis acima da meta”.

A ata apontou que alguns membros do comitê mostraram maior preocupação com inflação de alimentos no curto prazo e outros “seguiram enfatizando o papel da inflação de serviços”.

Para o comitê, o cenário prospectivo de inflação se tornou mais desafiador, “com o aumento das projeções de inflação de médio prazo, mesmo condicionadas em uma taxa de juros mais elevada”. O Copom ressaltou as surpresas benignas recentes, mas também “elevação das projeções de prazos mais curtos, envolvendo preços livres e administrados”.

Segundo a ata, conclui-se “unanimemente pela necessidade de uma política monetária mais contracionista e mais cautelosa, de modo a reforçar a dinâmica desinflacionária”.

Novos cortes

O Copom mostrou preocupação com as expectativas de inflação acima da meta e, em meio a um cenário macroeconômico mais desafiador do que o previsto anteriormente, não prevê novos cortes na taxa Selic, os juros básicos da economia. Para os membros do colegiado, a extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa “serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”.

“O comitê, unanimemente, avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela”, diz a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira (14). “A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, expectativas de inflação desancoradas e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária”, acrescenta o BC.

O encontro ocorreu na semana passada e, pela sétima vez consecutiva, o Copom reduziu a Selic. No entanto, a velocidade do corte diminuiu. De agosto do ano passado até março deste ano, o Copom tinha reduzido os juros básicos em 0,5 ponto percentual a cada reunião. Dessa vez, a redução foi de 0,25 ponto percentual, para 10,5% ao ano. As informações são do jornal Valor Econômico e da Agência Brasil.

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