Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
Uma jovem transexual de Campinas (SP) entrou com um processo civil contra a casa noturna Banana República após se sentir constrangida na entrada da boate. Mesmo com a apresentação de um laudo psicológico que aponta sua identidade feminina, Branca Bacci Brunelli diz ter sido obrigada a comprar o ingresso masculino para entrar. O processo exige uma indenização de 15.575 reais por danos morais à dignidade humana da jovem.
“Ela [atendente] começou a falar com a outra caixa me tratando no masculino. Eu peguei meu laudo, que diz que eu tenho um transtorno de identidade de gênero e explica que eu devo ser tratada como uma mulher. Mostrei, foi ignorado e acabei aceitando pagar como homem. Mas é muito conveniente pra eles né, já que homem paga quase o dobro”, conta Branca.
Segundo o presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB Campinas, Tacílio Alves da Silva, Branca não precisaria nem ter apresentado o laudo para ser tratada com o gênero com o qual se identifica.
“Sem dúvida nenhuma foi uma violação. O laudo é algo a mais e geralmente é exigido em ações judiciais na troca de nome. Em uma situação de consumo isso só representa a discriminação feita pela boate”, afirma.
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