Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2021

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Geral Transição capilar: O que é e quem fez

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A liberdade estética destes tempos atende pelo nome de transição capilar. (Foto: Reprodução)

Apreciar a cor, a forma e a textura natural dos cabelos foi uma das coisas boas (se é que dá para falar assim) da quarentena. Com o fechamento dos salões, quem diria, mulheres conseguiram olhar para si mesmas sem a pressão estética da raiz feita ou do fio alisado.

Um movimento de libertação que culmina no processo de transição capilar, muito usado por cacheadas e crespas, que bombou na internet agora que celebridades como Maisa e Brunna Gonçalves passaram a compartilhar o passo a passo do resgate à textura natural dos cabelos.

O que é

Em termos práticos, a transição capilar é o processo de eliminação de toda a química que existe no cabelo após anos de alisamentos, relaxamentos, progressivas e afins. O processo pode durar anos, dependendo do ritmo que seu cabelo cresce, resultando na volta da estrutura e da textura naturais do fio. “Mas, mais que isso, trata-se de você encontrar seu verdadeiro eu, seu cabelo e suas formas”, diz a tricologista Viviane Coutinho. Apesar de existirem outros tipos de transformação, como assumir os cabelos brancos, por exemplo, o termo transição capilar se refere às cacheadas e crespas que querem se libertar do alisamento.

Cinco dicas para te ajudar no processo:

1) Nutra sempre – Os fios naturais nascem mais secos, então invista em produtos hidratantes.

2) Evite esticar o fio – Passar o tempo todo com a raiz puxada para trás ou abusar de prancha pode danificar o cabelo.

3) Texturize as pontas – Em vez de alisar a raiz, experimente cachear a parte alisada. Assim você também protege os fios naturais.

4)  Use a criatividade – Aposte em coques, tranças e lenços para modelar os fios durante a transição.

5) Vá de trança – As box braids são uma ótima opção para manter o comprimento e garantir que o fio cresça saudável.

Famosas

Estas famosas se transformaram aos nossos olhos – e empoderaram uma legião:

1) Brunna Gonçalves – “Quando decidi fazer a transição, fui logo para o big chop. O cabelo mexe muito com a autoestima e tive que descobrir como eu me sentia bonita durante o processo, que durou dois anos.”

2) Maisa Silva – “Decidi passar pela transição há dois anos, quando vi que não lembrava mais como meu cabelo era e assumi que era mais fácil alisar. Tive que aprender a perdoar meu cabelo e fazer as pazes com ele. Hoje me sinto livre.”

3) Bruna Vieira – “O meu processo foi cheio de descobertas sobre quem eu sou e como os outros me enxergam. Foi lindo descobrir que minha textura natural combina mais comigo do que qualquer outra que já tive.”

4) Taís Araújo – “A transição traz uma identidade muito forte, principalmente para nós, mulheres negras. Pela primeira vez, eu me vi com o cabelo que nasci − e ele é lindo, diferente do que eu sempre ouvi.”

Mitos e verdades

1) Tingir o cabelo atrapalha a transição – Mito: A transição capilar envolve outros processos químicos que não incluem a coloração. Portanto, dá para continuar tingindo no processo.

2) A textura volta a ser como era na infância – Mito: A estrutura do fio não voltará a ser a mesma da infância por causa dos hormônios, não necessariamente da química.

3) Quanto mais alisado, mais demorado – Verdade: De acordo com a tricologista Viviane Coutinho, quanto mais você alisar, mesmo que de forma temporária, mais tempo o fio vai demorar para voltar à sua origem.

4) Relaxamento de fios ajuda na transição – Mito: O relaxamento capilar é um procedimento que altera a textura e a estrutura dos fios, e por isso não é indicado.

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