Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

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Brasil Três em cada dez brasileiros adultos estão isolados ou saem de casa somente para tarefas essenciais. É o pior índice desde o início da pandemia

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Segundo dados do Datafolha o isolamento no País teve seu maior índice no início de abril de 2020, com 72%. (Foto: Reprodução)

O nível de isolamento social dos brasileiros chegou ao patamar mais baixo desde o começo da pandemia da covid-19, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (17). O estudo apontou que apenas três em cada dez brasileiros adultos, ou seja, 30%, estão totalmente isolados ou saem de casa somente para tarefas essenciais.

Segundo dados do Datafolha o isolamento no País teve seu maior índice no início de abril de 2020, com 72%. Em março deste ano a taxa era de 49%. Além disso, a nova pesquisa apontou que 7% dos entrevistados afirmam viver normalmente, sem alterações na rotina devido à pandemia.

Dos 30% que afirmam respeitar as regras de isolamento, 2% dizem não sair de casa sob hipótese alguma. Em março deste essa taxa era de 8%, e em abril do ano passado chegou a 18%.

Além disso, o Datafolha apontou ainda que 63% dos que dizem sair de casa para trabalhar e fazer outras atividades afirmam tomar os cuidados necessários. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Incapacidade

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada no fim de semana pelo jornal Folha de S.Paulo indica que, para 58% dos entrevistados, o presidente Jair Bolsonaro não tem capacidade de liderar o Brasil. Para 38%, Bolsonaro é capaz; 4% disseram não saber responder.

A pesquisa ouviu 2.071 pessoas de forma presencial em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o jornal, o percentual dos que julgam o presidente incapaz é o maior desde que o instituto começou a fazer a pergunta, em abril de 2020.

Na pesquisa anterior, de março, os que entendiam que Bolsonaro não é capaz de liderar eram 56%; os que o consideravam capaz eram 42%; 3% não opinaram.

O mesmo levantamento perguntou aos entrevistados se confiam nas declarações de Bolsonaro.

Os resultados foram os seguintes:

— Nunca confia: 50%

— Às vezes confia: 34%

— Sempre confia: 14%

— Não sabe: 1%

Na pesquisa anterior, realizada em março, 45% dos brasileiros responderam que nunca confiam nas declarações de Bolsonaro.

Impeachment

O índice da população que apoia o impeachment do presidente Jair Bolsonaro é, pela primeira vez, numericamente maior do que o percentual de quem é contrário ao afastamento, de acordo com pesquisa Datafolha.

Entre os entrevistados, 49% são favoráveis ao processo. Já 46% se dizem contrários ao afastamento do presidente.

Os índices representam um empate técnico dentro da margem de erro e praticamente se inverteram em relação a março deste ano, quando 50% afirmavam se opor ao impeachment, ante 46% que se declararam a favor.

A reprovação ao impeachment é de 52% entre homens e no Sul do país e de 60% entre entrevistados que dizem não ter medo do coronavírus. Também chega a 57% entre evangélicos e 56% entre assalariados registrados.

Já o apoio ao afastamento é maior entre jovens de 16 a 24 anos (57%), moradores do Nordeste (57%), desempregados que procuram emprego (62%) e entrevistados que dizem ter muito medo do coronavírus (60%). Entre eleitores do ex-presidente Lula, o apoio ao afastamento é de 74%.

O levantamento foi divulgado na mesma semana em que a avaliação do governo do presidente atingiu a pior marca desde o início do mandato, segundo pesquisa Datafolha divulgada no meio da semana passada. O percentual dos que consideram a gestão ótima ou boa caiu de 30% em março, quando foi feito o levantamento anterior, para 24%.

O índice dos consideram o governo ruim ou péssimo era 44% e agora soma 45%.

A avaliação de ótimo ou bom do Bolsonaro é maior entre os homens (29%) do que entre as mulheres (21%). Entre pessoas com 16 a 24 anos, apenas 13% acham a gestão ótima ou boa. O maior índice de aprovação está entre quem têm 60 anos ou mais (29%).

Já a classificação por escolaridade demonstra impopularidade maior entre os que estudaram mais. Enquanto entre os brasileiros com ensino superior, a taxa de ruim ou péssimo chega a 57%. O percentual despenca para 40% entre as pessoas que têm só o ensino fundamental.

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