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Geral Três universidades do Rio Grande do Sul estão entre as cem melhores da América Latina

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Pucrs se classificou no ranking das universidades latino-americanas em 38° lugar, com nota 65,2 (Foto: Banco de dados/ O Sul)

O Rio Grande do Sul contribuiu com três unidades de ensino superior na lista das cem melhores da América Latina, segundo o ranking Qs de Universidades de 2015, atualizado na terça-feira. As eleitas foram a Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a Pucrs (Pontifícia Universidade Católica) e a Ufsm (Universidade Federal de Santa Maria). A Ufrgs é a mais bem colocada entre as universidades do Estado, na 12 posição, com nota 84. A Pucrs entrou em 38º, com avaliação de 65,2, e a Ufsm ocupou a 89 posição, com avaliação de 43,3.

O Brasil tem cinco instituições posicionadas entre as dez melhores avaliadas: 1º USP (Universidade de São Paulo), 2 Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), 5 Ufrj (Universidade Federal do Rio de Janeiro), 8 Unesp (Universidade Estadual Paulista) e 10 UNB (Universidade de Brasília).

No total, 409 instituições foram examinadas, 405 classificadas e 300 integraram a publicação. Segundo a QS, o ranking considerou sete indicadores, incluindo a avaliação da reputação da unidade de ensino superior através de pesquisas globais com estudantes e empregadores. As edições acadêmicas e o impacto dos levantamentos são considerados indicadores-chave no trabalho.

UNE

O ensino superior privado terá mais destaque nas pautas da UNE (União Nacional dos Estudantes), segundo a presidenta recém-empossada Carina Vitral. Estudante de economia da PUC-SP, a dirigente disse que defenderá maior regulamentação e qualidade das instituições particulares, além de lutar por mais transparência em programas do governo federal, como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Carina afirmou que a educação é um bem público e se é explorada pela iniciativa particular precisa ter regras claras e regulamentação. Aproximadamente, 74% dos estudantes universitários estão matriculados em instituições privadas. Para a presidenta, isso está mudando também a cara do movimento estudantil. “A sociedade tem ideia de que o movimento estudantil existe só nas escolas públicas, mas isso mudou muito. Hoje, as instituições particulares têm diretórios de alunos, empreendem lutas contra o aumento de mensalidades, por mais direitos e contra as disciplinas à distância em cursos presenciais”, explicou a líder.

Carina comandou a UEE-SP (União Estadual dos Estudantes de São Paulo) nos últimos dois anos. Com ela na presidência, a UNE permanecerá sob a direção da UJS (União da Juventude Socialista), braço juvenil do PCdoB, que está à frente da entidade, sem interrupções, desde a gestão de Lindberg Farias, de 1992 a 1993.

Benefício

A dirigente observou que a UNE defende uma segunda edição do Fies, ainda em 2015, com maior transparência, sobre as vagas disponíveis. O programa financia, a juros baixos e condições mais vantajosas que às de mercado, matrículas nas universidades particulares. Cerca de 1,9 milhão de estudantes são beneficiados. Outros 252 mil ingressaram no benefício neste semestre.

Junto com a garantia de vagas, a UNE busca mais qualidade no ensino superior brasileiro. Uma das formas é a aprovação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior pelo Congresso Nacional. O projeto, de 2012, está tramitando na Câmara. (AG/EBR)

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