Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 27 de agosto de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou, nessa quinta-feira (27), o envio de forças federais nas eleições de 2026 em municípios de cinco Estados: Ceará, Tocantins, Rio de Janeiro, Piauí e Acre. O envio de tropas para garantir a normalidade do pleito é uma prática comum no sistema eleitoral brasileiro, com previsão na legislação desde 1965.
O pedido de auxílio foi feito pelas autoridades estaduais aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que avaliam as solicitações e encaminham a decisão ao TSE. A medida é adotada em situações nas quais a Justiça Eleitoral identifica a necessidade de reforço para assegurar o funcionamento das atividades eleitorais durante a votação e a apuração dos resultados.
Entre os motivos citados pelos Estados para justificar o apoio militar estão preocupações com Zonas Eleitorais consideradas sensíveis a conflitos agrários, vulnerabilidade devido à proximidade de complexos prisionais e necessidade de proteção a terras indígenas. Também são consideradas as características geográficas de determinadas localidades, especialmente aquelas que apresentam dificuldades de acesso e de deslocamento das equipes eleitorais.
Outro fator apontado é a escassez de viaturas com tração 4×4, necessárias para chegar a seções eleitorais de difícil acesso. Entre os locais que podem demandar esse tipo de apoio estão aldeias, municípios distantes, áreas de fronteira e comunidades ribeirinhas. Nessas regiões, o suporte logístico é necessário para garantir o transporte de urnas, materiais e equipes responsáveis pela organização do pleito.
O trabalho das Forças Armadas nas eleições ocorre em duas frentes distintas. A primeira é operacional, com a prestação de apoio logístico e a garantia das condições necessárias para a votação e a apuração nas localidades requisitadas pelo TSE. A segunda é voltada à manutenção da ordem pública em locais onde a segurança exige suporte adicional, por meio da Garantia de Votação e Apuração (GVA).
A atuação das tropas depende de solicitação e autorização da Justiça Eleitoral e é direcionada às localidades indicadas nos pedidos encaminhados pelos Tribunais Regionais Eleitorais. O objetivo é contribuir para que eleitores, mesários e demais profissionais envolvidos possam exercer suas funções durante o processo eleitoral.
Na última eleição presidencial, em 2022, a Justiça Eleitoral contou com o auxílio dos militares em 11 Estados, além do apoio no transporte de urnas eletrônicas e de equipes para áreas de difícil acesso.
À época, a CNN Brasil destacou que os militares atuaram em quatro frentes: apoio logístico, segurança, defesa aeroespacial e ações de defesa cibernética. As atividades foram distribuídas de acordo com as necessidades apresentadas durante o processo eleitoral.
Além da atuação operacional, o ano de 2022 marcou a primeira participação das Forças Armadas como entidade fiscalizadora do sistema eletrônico de votação. O Ministério da Defesa acompanhou etapas de auditoria previstas pelo TSE e, ao final do processo, encaminhou um relatório sobre a fiscalização das urnas. (Com informações da CNN Brasil)
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!