Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral O apartamento que levou à condenação de Lula é um tema incômodo para os vizinhos que moram no mesmo prédio

Compartilhe esta notícia:

Proprietários evitam o incômodo assunto do 16º andar da torre. (Foto: Reprodução)

O triplex em Guarujá (SP) que levou à condenação de Luiz Inácio Lula da Silva tomou banho de sol de 36 graus num dia que seria só mais um da alta temporada, não fosse o fato de a algazarra na rua do edifício Solaris estar maior que a de costume na quarta-feira (24). A reportagem se hospedou em um apartamento do prédio na praia das Astúrias e passou no condomínio o dia em que se confirmou a sentença do ex-presidente. Para a Justiça Federal, ele recebeu o imóvel de número 164-A como presente da construtora OAS.

Convidativo, o calor fez jus ao nome do prédio e chamou logo cedo para a praia moradores e hóspedes que alugam apartamentos para temporadas — com diárias em torno de R$ 500 e acomodações para seis a oito pessoas. Quem se hospeda recebe ao chegar uma pulseirinha verde de papel, dessas de balada, que é para facilitar a identificação dos autorizados a entrar e sair.

Proprietários evitam o incômodo assunto do 16º andar da torre que fica de frente para a praia (a de fundos tem vista para outros prédios de classe média da vizinhança). Reclamam que o episódio com o petista ficou como uma espécie de maldição sobre o condomínio.

Não querem ser associados ao escândalo, mas já se acostumaram à rotina de passantes que apontam o dedo para a cobertura, comentam algo ou posam para fotos em frente ao Solaris, transformado involuntariamente em ponto turístico.

A faixa de areia fica a 12 passos da porta automática de vidro que separa a rua da portaria. Uma escadaria dá acesso à entrada, onde um tapete amarelo sobre o piso estampa a localização do prédio. Para acessar a outra torre é preciso atravessar o chão de cimento da garagem até os elevadores do fundo. Logo ao lado da cabine do porteiro, ficam a brinquedoteca e o “lounge teen” (espaço adolescente), que tem somente mesas para computador vazias.

As áreas comuns do prédio passaram o dia praticamente sem ninguém. Um funcionário limpava pela manhã a piscina retangular, de não mais que 10 m de comprimento, que fica no primeiro andar e dá vista para o mar. Uma menor, redonda, é exclusiva para crianças. A churrasqueira é perto e, no mesmo pavimento, ficam ainda a academia e um salão de festas não muito amplos, ambos fechados.

O espaço entre um e outro é uma espécie de varanda de onde se enxerga a praia. Uma mesinha de madeira, um sofá branco e cadeiras revestidas com estampas florais preenchem o local.

Nesta quarta, quem foi ali apreciar o mar viu também um grupo inflar diante do prédio um Pixuleko de 13 metros de altura. Ao redor do boneco inflável que mostra o petista em figurino de presidiário com uma corrente amarrada no pé, militantes antiLula gritaram pedindo a prisão do ex-presidente.

O triplex 164, o que seria destinado a Lula e é registrado em nome da OAS, está com a porta trancada. A campainha não funciona. A entrada dele é a única no andar sem capacho – os outros três estão ocupados.

 

 

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A cúpula da Polícia Federal já começou a planejar a prisão do ex-presidente Lula
O Itamaraty prorrogou o afastamento do embaixador brasileiro acusado de assédio
Pode te interessar