Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de junho de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa quarta-feira (17) que o acordo de cessar-fogo com o Irã ainda não é definitivo e que pode voltar a bombardear o país caso não fique satisfeito com o resultado das negociações. “É um memorando de entendimento. E, se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, lançando bombas na cabeça deles”, disse Trump durante a cúpula do G7 na França. “Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos imediatamente a lançar bombas na cabeça deles”, reiterou.
Na declaração final do encontro, os líderes dos países do G7 celebraram o acordo provisório entre EUA e Irã e afirmaram que buscarão formas de diversificar as rotas de fornecimento de energia para reduzir a dependência do estreito de Hormuz, que ficou bloqueado por Teerã durante o conflito. Também exigiram um cessar-fogo que contemple o Líbano, após Israel lançar uma ofensiva no país vizinho e afirmar que manterá sua ocupação militar no sul.
O Hezbollah afirmou que o pacto representa uma “grande vitória” à República Islâmica e que a principal exigência do Líbano deve ser a restauração de sua soberania após a ocupação das tropas israelenses.
Já os representantes do G7 se reuniram para uma cúpula na cidade francesa de Évian-les-Bains, e Trump fez uma piada em uma sala cheia de chefes de Estado. “Eu sou o chefe”, disse o americano, enquanto ele e os demais líderes do grupo reconheceram a melhora da situação da Ucrânia no campo de batalha.
Trump fez o comentário após uma declaração conjunta dos líderes que pode fortalecer a crescente influência de Kiev em eventuais negociações de paz com Moscou.
No comunicado, os líderes do G7 também comentaram o acordo no Oriente Médio. “Destacamos a necessidade de que as negociações abordem as ameaças representadas pelo Irã na região e além dela, garantindo que (Teerã) jamais obtenha uma arma nuclear”, afirma o texto.
A cúpula deu a Trump a oportunidade de apresentar os termos de seu pacto com o Irã aos aliados Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. Esses países compartilham as preocupações de Washington sobre o programa nuclear iraniano e outras questões, mas nunca apoiaram a decisão de Trump de entrar em guerra e temem que Teerã tenha ganhado influência ao resistir ao ataque e firmar controle sobre o estreito de Hormuz.
O Irã e os Estados Unidos confirmaram nessa quarta-feira (17) ter assinado um acordo que põe fim à guerra no Oriente Médio. Dan Scavino, assessor de Donald Trump, publicou um vídeo do americano assinando o documento durante encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron. Um porta-voz iraniano, por sua vez, disse que o regime o fez de forma eletrônica.
“O texto do memorando de entendimento de Islamabad foi finalizado com a assinatura dos presidentes. Agora é hora de testar a implementação desse acordo”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghai, mencionado pela agência estatal Irna. Ele acrescentou que uma cerimônia presencial, cogitada para a próxima sexta-feira (19) na Suíça, agora “não faz sentido”.
Trump republicou em sua rede Truth Social um vídeo em que a emissora Fox News noticia a assinatura do documento, com as mesmas imagens divulgadas primeiramente por Scavino. O americano não teceu comentários.
Macron também publicou um vídeo em que está ao lado de Trump durante a assinatura, que ocorreu dentro do Palácio de Versalhes. “Este acordo abre caminho para uma paz duradoura e permite a reabertura do estreito de Hormuz”, disse o francês. “É um passo importante na direção certa para nossos compatriotas.”
Washington e Teerã chegaram a um memorando de entendimento de 14 pontos para pôr fim ao conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos ataques dos EUA e de Israel contra a República Islâmica, que se espalhou pela região e causou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. O acordo assinado inclui também a cessação dos confrontos no Líbano. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
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