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Mundo Lula e Trump não se cumprimentam após foto oficial de líderes na reunião do G7

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) posou na foto oficial do G7 nessa terça-feira (16) junto com o presidente norte-americano Donald Trump. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) posou na foto oficial do G7 nessa terça-feira (16) junto com o presidente norte-americano Donald Trump em meio ao cenário de tensão envolvendo a proposta de aplicação de novas tarifas contra o Brasil pelos Estados Unidos. Os dois mandatários não se cumprimentaram após o registro.

O G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais, como economia, guerra, clima e segurança. É um fórum político (não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência).

Compõem o grupo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia, que participa das reuniões.

O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para reuniões, como aconteceu com Lula na atual cúpula, que ocorre em Évian-les-Bains, na França.

É costume que o anfitrião do fórum escolha alguns países não membros do G7 para acompanhar as discussões ampliadas, a partir do segundo dia de reuniões.

Durante a foto oficial, Lula ficou ao lado do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz. Atrás do petista estava a líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Diferentemente do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou do chamado “retrato família”. Ele ficou ao lado do anfitrião da cúpula, Emmanuel Macron, da França.

Após a foto, Lula conversou rapidamente com Úrsula von der Leyen ainda no local do retrato.

Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião.

Não há informação até a última atualização desta reportagem se os presidentes brasileiro e norte-americano se falaram na abertura da cúpula.

Tensão envolvendo tarifas

A tensão entre Brasil e Estados Unidos cresceu após o governo americano concluir uma investigação comercial e propor a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), o Brasil adotaria práticas consideradas “irrazoáveis” e que prejudicariam empresas americanas — incluindo regras sobre o Pix, políticas ambientais, combate à corrupção e proteção de propriedade intelectual.

A medida ainda não entrou em vigor e passa por consultas públicas antes de uma decisão final, prevista para julho.

O governo Lula reagiu com críticas, classificou o tratamento como inaceitável e afirmou que o país não pode aceitar medidas unilaterais, o que elevou o tom do conflito entre os dois países.

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