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Mundo Trump desapropria 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela e chama a medida de “acordo”

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O plano do presidente americano representa uma intervenção na economia de outro país, algo sem paralelo neste século. (Foto: White House/Divulgação)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país fechou um acordo com a Venezuela para assumir o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo venezuelano.

Em publicação na sua rede social Truth Social, Trump classificou a operação como “o maior acordo de petróleo da história mundial” e disse que a negociação foi conduzida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, em conjunto com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e empresas privadas.

Segundo o republicano, o acordo não terá custos para os contribuintes americanos e mais do que dobrará as reservas de petróleo dos Estados Unidos.

“Essa transação histórica mais do que dobra as reservas de petróleo americanas, aumenta consideravelmente nossa oferta de petróleo e reduzirá substancialmente os preços da gasolina para todos os americanos por muitos anos”, escreveu ele, no post.

O plano do presidente americano representa uma intervenção na economia de outro país, algo sem paralelo neste século. O movimento lembra a tomada, pelo governo britânico, das reservas de petróleo do Irã e da divisão dos ativos do Iraque entre os EUA e países europeus, há um século.

Além disso, a manobra pode suscitar desafios legais e mudanças políticas em Washington. Não está claro se o arranjo de Trump será assumido por outra administração nos EUA.

O anúncio ocorre em meio a uma disputa mundial para garantir o abastecimento de petróleo, afetado pela guerra no Irã. Trump também enfrenta a preocupação dos eleitores com os preços da gasolina e a inflação antes das eleições legislativas de novembro.

Como a Bloomberg havia informado anteriormente, os Estados Unidos buscavam uma participação significativa nas reservas venezuelanas por meio de uma possível parceria entre o Departamento de Defesa e Alejandro Betancourt, investidor do setor de energia que se tornou um importante intermediário entre os dois países.

Segundo fontes familiarizadas com as negociações, as conversas envolviam até 17 campos de petróleo distribuídos pelas principais bacias petrolíferas da Venezuela. A publicação de Trump, no entanto, não detalha quais áreas estão incluídas no acordo anunciado nem como será exercido o controle americano sobre as reservas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou na sexta-feira que o acordo deverá levar quase US$ 100 bilhões em investimentos privados à Venezuela.

Em publicação na rede social X, Rubio disse que a operação garantirá reservas estáveis e ajudará a reduzir os preços da gasolina nos Estados Unidos. Segundo ele, os recursos também apoiarão milhares de empregos bem remunerados e contribuirão para a reconstrução da economia venezuelana.

“Para o povo venezuelano, esse acordo trará quase US$ 100 bilhões em investimentos privados, apoiará milhares de empregos bem remunerados e impulsionará a reconstrução da economia da Venezuela”, escreveu. (Com informações do jornal O Globo)

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