Sábado, 05 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nessa quarta-feira (2) renomear o Estreito de Ormuz para “Estreito de Trump”, em meio à disputa com o Irã pela via navegável estratégica. “Agora que o temos sob controle dos EUA, deveríamos mudar o nome do Estreito de Ormuz para ESTREITO DE TRUMP???”, questionou Trump em sua plataforma Truth Social.
A declaração acontece em meio a retomada das trocas de ataques entre os dois países. Na manhã dessa quarta, o país persa culpou os americanos por um ataque a uma festa de casamento que ocorria em Kuhestak, no sul do Irã, em meio a uma nova ofensiva. Segundo a Cruz Vermelha, quatro pessoas morreram e 50 ficaram feridas. Teerã prometeu retaliação. Os EUA negaram.
O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e a Península Arábica, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado uma das principais artérias do comércio global de petróleo. Cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa pela região.
Não é a primeira vez que Trump afirma que o Estreito de Ormuz pertence aos Estados Unidos. Em 14 de agosto, o republicano afirmou que pretendia declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA, ampliando a pressão sobre Teerã em meio às negociações para encerrar o conflito.
O governo iraniano reagiu dizendo que a passagem está sob sua autoridade e que não se deixaria intimidar pelas ameaças americanas.
Quatro dias depois, Trump voltou a provocar o Irã ao compartilhar uma montagem que identificava Ormuz como “novo território dos EUA”. A imagem foi publicada nos perfis oficiais do presidente e da Casa Branca. Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que a “ilusão” de Trump sobre o estreito seria corrigida.
A sugestão do presidente Donald Trump para que o nome do Estreito de Ormuz seja alterado para “Estreito Trump”, é mais uma de uma lista de determinações ou insinuações do republicano para rebatizar lugares ou instituições – em referência a ele mesmo ou ao seu país.
Antes mesmo do fim da metade de seu segundo mandato, o republicano e seus aliados já sugeriram alterar o nome do Golfo do México para Golfo da América, o nome do Monte Denali de volta para Monte McKinley, cunhar uma moeda de US$ 1 com a imagem do presidente Trump, adicionar ilegalmente o nome de Trump ao Kennedy Center e alterar o nome do Lago Ontário para “Lago América”.
No fim de agosto, Trump assinou uma ordem executiva para renomear “imediatamente” o Lago Ontário, localizado na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, para “Lago América”, em meio a uma disputa diplomática e comercial com o país vizinho.
A escolha de Trump exige uma explicação linguística. O nome oficial do país é Estados Unidos da América, como o do Brasil é República Federativa do Brasil. Mas o país é conhecido majoritariamente por seus habitantes como América. Ou seja, ao renomear o Lago, Trump faz referência aos EUA.
Agora, tanto a plataforma de mapas da Apple como a do Google mostram o Lago Ontário como “Lago América” para os usuários norte-americanos.
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