Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

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Tito Guarniere Tuítes

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(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O intocável

O ex-juiz Sérgio Moro, se vê como intocável na sua autobiografia e compara as suas ações na Lava Jato às de Eliot Ness.

Faz sentido. Ao menos no filme de Brian de Palma, Ness começa a carreira cumprindo as normas legais, mas depois manda às favas os escrúpulos e viola a lei. Entre outras violações, empurra um gângster rendido do alto de um prédio. Claro, Moro não chegou a tanto.

Pilantragem

O TSE fez uma semana de testes abertos de integridade das urnas eletrônicas, com ampla divulgação. Lá não compareceu nenhum bolsonarista para conferir. Não era sério. A chorumela anterior era fake, pilantragem de baixa extração para desviar a atenção dos problemas reais do governo.

A amiguinha

Mônica Bergamo, da Folha, é uma notória amiguinha do lulopetismo. Mônica deu destaque ao fato de que “lideranças evangélicas” creditam a nomeação de André Mendonça ao STF também à Lula e ao PT. Quais lideranças evangélicas? Bem, já estão querendo saber demais – ela não deu nomes.

Feito o carreto: Lula, o PT, ficam bem na foto dos evangélicos. 2022 está próximo.

Bons serviços

Mônica Bergamo, da Folha, além de dar crédito também à Lula e ao PT na vitória de André Mendonça no STF, “dedou” Bolsonaro: ele teria gerado “desconfiança” dos evangélicos, por falta de empenho na reta final. Quais líderes evangélicos manifestaram tal desconfiança? A jornalista guardou os nomes só para si na sua cadernetinha.

Bom trabalho, Mônica. Assinado, PT.

Pensamento mágico

Reinaldo Azevedo em seu twitter: “Tenho dificuldade de lidar com o pensamento mágico”. Pensamento mágico é aquele através do qual você passa anos fazendo a crítica mais feroz ao PT e à Lula, e depois, em inflexão lenta, gradual e segura, muda em apoio (quase) incondicional.

Erro de “cálculo”

“O Power Point foi um erro de cálculo”, segundo o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Referia-se ao esquema por ele apresentado, anos atrás, em que Lula aparecia como o chefe da corrupção no Brasil. Não foi erro de cálculo.

Foi erro de facciosidade. Foi erro de caráter.

Museu direitista

Clube Militar é uma velharia reacionária, direitista, e às vezes golpista. Com o bolsonarismo, ficou pior: O Clube agora anda dando combate aos “efeitos adversos das vacinas contra a Covid”. Para eles do CM, vacina é coisa de comunista.

Pensamento profundo

Moro, em hora de reflexão profunda: “Meu projeto é vender sonhos, não pesadelos”. São necessários anos de estudos para se chegar à frase tão original. Moro leva desde logo o troféu Conselheiro Acácio do ano.

Sonhos para vender

Como? O projeto de Sérgio Moro é vender sonhos? Foi isso que ele disse?

Quem vende sonhos são os maus políticos (vender sonhos não é mentir?), os padeiros e os confeiteiros.

Ex-presidiário para chamar de seu

Flávio Bolsonaro, na filiação ao PL, a propósito da candidatura Lula: “Ainda querem fazer crer que um ex-presidiário preso por roubar o povo brasileiro, estará à frente”.

Ao seu lado estava Valdemar Costa Neto, presidente do PL, novo partido dos Bolsonaro, ex-presidiário por roubar o povo brasileiro.

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