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Mundo Twitter suspende nova conta supostamente ligada ao ex-presidente americano Donald Trump, banido das redes sociais

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Ex-presidente foi punido por incitar apoiadores a invadirem o Congresso em janeiro. (Foto: Shealah Craighead/The White House)

O Twitter suspendeu uma nova conta supostamente ligada ao presidente norte-americano Donald Trump. Desde janeiro, o bilionário republicano foi banido permanentemente da rede social após insuflar apoiadores a invadirem e cometerem atos de violência no Capitólio, a sede do Congresso Nacional dos Estados Unidos).

Ao todo, cinco pessoas morreram no incidente. Na época, a empresa disse que decidiu apagar a conta de Trump “devido ao risco de mais incitação à violência”.

Pois agora, um perfil apresentado como “@DJTDEsk” teria sido criado para publicar comunicados de Trump e atualizações de um novo site criado pelo ex-mandatário após ser banido de diversas plataformas. Isso inclui Facebook, Instagram e YouTube.

A mensagem “conta suspensa” aparece na página do novo perfil e a rede social diz: “O Twitter suspende as contas que violam as Regras do Twitter”. Apesar da suspensão, não há uma confirmação oficial de que a conta pertence a Trump e sua equipe.

Na última quarta-feira (5), o Comitê de Supervisão do Facebook decidiu que Donald Trump continuará com seus perfis suspensos na rede social e no Instagram.

A empresa, no entanto, precisará revisar o caso para “determinar a justificar uma resposta proporcional” em um prazo de seis meses.

Vida pós-Casa Branca

Desde que seu mandato terminou, Trump se fechou na residência de Palm Beach (Flórida) acompanhado da família, dedicando-se a dar novos rumos aos seus planos profissionais e jogar golfe. Pouco participou de eventos públicos, mas deu um jeito de continuar sendo procurado e de relembrar aos seus quem é que manda no partido.

Trump sempre se caracterizou por ser pouco convencional. Já era assim antes de chegar à Casa Branca, continuou quando presidente, e não mudou agora, em seus primeiros 100 dias fora do cargo.

Longe de tirar férias com a família ou escrever uma autobiografia como ex-mandatário, o republicano deixou claro que sua prioridade é preservar a liderança do Partido Republicano.

Continua fazendo aparições em canais conservadores como a Fox News, onde se dedica a atacar as políticas migratórias de Joe Biden, que segundo ele vão “destruir o país”, e onde se atribui o mérito da ampla disponibilidade de vacinas contra o coronavírus. “De certa forma, sou o pai da vacina”, disse.

Expulso das redes sociais por incitação à violência depois do ataque de 6 de janeiro ao Capitólio, sua estratégia passa por lançar breves comunicados —com menor frequência que seus tuítes — através da página 45office.com, que compartilha com a ex-primeira-dama, Melania.

São textos em que arremete contra políticas de seu sucessor que desmontam seu legado: dos planos para elevar os impostos sobre os mais ricos até o fim do veto migratório a um grupo de países de maioria muçulmana.

Jason Miller, que foi assessor de Trump durante a campanha para a reeleição, antecipou no fim de março que o republicano planeja lançar sua própria rede social, para a qual pretende atrair “dezenas de milhões” de seguidores.

Segundo o porta-voz, o republicano já manteve várias reuniões de alto escalão para concretizar o que durante meses foi um rumor. A se confirmar, será a volta oficial do ex-presidente à linha de frente da batalha política.

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