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Brasil Um advogado que fazia o inventário de uma herança milionária teve a sua morte encomendada por 40 mil reais

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Após se negar a participar de fraude, Danilo Sandes foi executado com tiros na nuca. (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Tocantins denunciou os suspeitos de envolvimento na morte do advogado Danillo Sandes Pereira, na cidade de Araguaína, no Norte do Estado. De acordo com a investigação policial, a morte da vítima foi encomendada por R$ 40 mil.

Como mandantes do crime foram apontados o farmacêutico Robson Barbosa da Costa e os policiais militares Rony Marcelo Alves Paiva e João Oliveira dos Santos Júnior, Além do ex-PM Wanderson Silva de Souza. Eles devem responder por homicídio triplamente qualificado, associação criminosa e ocultação de cadáver.

A execução foi realizada no final de julho. Segundo a Polícia Civil, Costa decidiu assassinar o advogado porque ele se recusou a participar de uma fraude. Danilo representava Costa na disputa por uma herança de R$ 7 milhões e não quis ajudar o farmacêutico a esconder parte do dinheiro dos outros herdeiros.

O envolvimento do farmacêutico no crime ficou evidente para os investigadores após a quebra de sigilo telefônico do suspeito. Depois disso, ele fez uma acordo de delação premiada com o Ministério Público, por meio do qual revelou detalhes do crime, em troca de uma sentença judicial menos severa.

A polícia verificou que o farmacêutico se desentendeu com o advogado no momento de acertar o pagamento. Para receber os honorários, Danilo Sandes ingressou com uma ação judicial contra o acusado e obteve uma decisão que obrigou Costa a vender um caminhão.

Depois disso, Costa passou a planejar a morte do advogado, com a ajuda do ex-PM Rone Macedo Alves Paiva, um um conhecido seu de Marabá (PA). Ele teria contratado os dois PMs no Pará para executarem o advogado. Esses outros dois também são suspeitos de integrar um grupo de extermínio.

Conforme a denúncia, um dos pistoleiros chegou a visitar a vítima com o pretexto de que queria contratar os serviços do advogado para um inventário de R$ 800 mil. O suspeito teria dito que também possuía gado e imóveis em Filadélfia, norte do Tocantins.

Desaparecimento

O advogado desapareceu na manhã do dia 25 de julho, após se encontrar com os pistoleiros e entrar em um carro com eles. A denúncia diz, ainda que Danilo recebeu dois tiros na nuca, quando ainda estava no veículo.

José Ribamar Júnior, amigo da vítima, relatou que Danilo foi visto pela última vez em um supermercado. “Ele deixou a mãe dele de motocicleta na agência bancária onde ela trabalha e foi tomar café em um supermercado. Por volta das 9h, ele falou com a prima por telefone e disse que iria para Filadélfia, provavelmente para resolver uma questão ligada a um processo”, detalhou.

Com o sumiço, houve uma busca que durou quatro dias. O corpo, já em estado de decomposição, foi encontrado no dia 29 de julho, às margens da rodovia TO-222, a 18 quilômetros de Araguaína, próximo ao entroncamento com o município de Babaçulândia.

O cadáver estava apenas de cueca e apresentava marcas de lesões, vestígios de sangue e de queimaduras. A perícia recolheu um par de sapatos encontrado no local.

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