Sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A 13 de março de 2015, protestos organizados pela CUT, pelo MST, pela UNE e outros movimentos em 23 capitais defenderam a presidente Dilma Rousseff de manifestações da oposição.
Porém, os aliados não ficaram só nos elogios. Criticaram a política econômica do governo federal, que estava levando à queda do Produto Interno Bruto, ao desemprego e à volta da inflação.
Passado um ano, as reivindicações persistem, porque não houve modificações.
Outras bandeiras das passeatas foram a defesa da Petrobras, alvo de desvios de recursos, e a contrariedade com o ajuste fiscal do Planalto, que pretendia restringir benefícios trabalhistas.
Em discurso no Rio de Janeiro, João Pedro Stédile, líder do sem-terra, disse que o ministro Joaquim Levy, da Fazenda, era um capitalista infiltrado no governo.
Para se contrapor às manifestações do próximo domingo, dia 13, em favor do impeachment, o ex-presidente Lula teve de fazer uma convocação, logo após o depoimento que deu à Polícia Federal em São Paulo, dia 4 deste mês. O apoio já não é tão espontâneo.
A questão não se resume às questões de corrupção.
Prova disso foi a reeleição do presidente Lula, em 2006, enfrentando a avalanche de denúncias, cassações e prisões de governistas.
Enquanto o governo não tomar medidas para conter os graves problemas da Economia, que afetam o bolso da maioria da população, a insatisfação só aumentará.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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