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Colunistas Um espetáculo de verdadeira brasilidade

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“Aquele Abraço” é daqueles momentos sublimes em que podemos mais do que ter orgulho do Brasil, o orgulho de sermos brasileiros. (Foto: Tomás Rangel/Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Há certos eventos, obras e criações humanas que nascem para ser grandiosos e inesquecíveis. O espetáculo “Aquele Abraço”, no teatro Roxy, em Copacabana, no Rio, é um desses, destinado a fazer história, encantar plateias e ficar na memória daqueles que tiveram a sorte de tê-lo visto, ouvido e aplaudido.

Já o ambiente é um cenário de invulgar apuro arquitetônico, uma antiga sala de cinema no bairro tradicional do Rio, que havia ostentado o título de maior do Brasil, o lendário Cine Roxy, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

O cinema quase foi transformado num desses centros comerciais sem encanto e graça que existem às centenas nas grandes cidades. Mas os seus criadores em boa hora e para sorte do Rio (e nossa) gastaram R$ 65 milhões de reais e, mesmo obedecendo as normas rigorosas de um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico, mas inovando, agregando os recursos de nossa época – luzes, cores, novos materiais, imagens, criaram um templo de espetáculos que rivalizam com outros espaços do mundo, nos grandes centros. Rivalizam sem ficar rigorosamente nada a dever.

Basicamente, o evento é de gastronomia, dança e música. O espetáculo em si é antecipado com um jantar de alta gastronomia – cardápio assinado por chefes de alta cozinha do Rio de Janeiro, e que vai mudando de acordo com a época, alternando concepções gastronômicas de cada região brasileira.

Depois, vem o melhor do show, direção artística de Abel Gomes, dividido em cinco regiões do Brasil, os sons, movimentos, passos , danças, cores e ritmos que formam o extraordinário acervo musical brasileiro.

As coreografias são do melhor nível da Broadway e dos grandes shows exibidos no mundo, nas grandes cidades, como expressão da cultura e do estágio de civilização de um povo. Mas o sotaque das imagens esplendorosas, estampadas no telão gigantesco, é inconfundivelmente brasileiro, tudo iluminado de grandes quadros, de coloridos festivos – painel inebriante que exalta o tipo singular que nós somos, do que temos de melhor. Sim, caros leitores, “Aquele Abraço” é daqueles momentos sublimes em que podemos mais do que ter orgulho do Brasil, o orgulho de sermos brasileiros.

Não o orgulho fútil, que se esconde nos desvãos da alma dos “patriotas” de fancaria, feito de rejeição aos pobres, aos nordestinos, aos povos originários, composto de racismo e preconceito, de discriminação das “minorias”, cuja arrogância desfila impávida em um mundo elitista, descompromissado e alienado, que militam na opinião cretina de que os milhões de nossos irmãos que trabalham duro e vivem uma vida sem horizontes, é só porque lhes falta vontade.

“Aquele Abraço” não é para o bico daqueles que ali não enxergarão mensagem alguma, a não ser – possivelmente – que se trata de um espetáculo criado pelos comunistas para converter a plateia inocente e ingênua.

Muitos deles, entretanto, que circulam em todos os ambientes, até assistirão o espetáculo, irromperão em aplausos (principalmente quando o show focaliza a região Centro-Oeste) , mas passarão ao largo da mensagem explícita de arte, beleza e verdadeira brasilidade.

* titoguarniere@terra.com.br

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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