Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2017
Se o universo de 35 partidos em atividade no Brasil é considerado por muitos como excessivo, esse número poderia ser ainda maior se todos os pedidos de criação de novas legendas forem atendidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral): nesse caso, o País teria 91 siglas – e, com elas, as respectivas despesas a serem custeadas pelo Fundo Partidário.
Na fila de solicitações está uma possível safra de novas siglas de direita – algumas delas, aliás, nem tão novas assim. A lista de espera inclui versões recauchutadas da Arena (Aliança Renovadora Nacional), que forneceu as bases de sustentação do regime militar, marcado pelo bipartidarismo forçado com o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), embrião do atual PMDB.
Também aguarda a ressuscitação oficial o Prona (Partido de Reedificação da Ordem Nacional), do falecido Enéas Carneiro, terceiro mais votado na eleição presidencial de 1994 e quarto colocado no pleito de 1998. Já as novidades incluem o Partido Militar Brasileiro, o Patriotas, o Partido Conservador, o Partido da Segurança Pública, a União para a Defesa Nacional e o Partido Manancial, que se apresenta como “um dos raros partidos de direita no quadro político nacional”.
Outras seis legendas incluem o termo “cristão” ou variações em sua denominação. A maioria delas enfatiza pautas como a defesa da “família tradicional”, ou seja, o núcleo formado por homem e mulher, ideia comum a muitos grupos reacionários.
Também não faltam propostas que beiram o surrealismo, como o Partido Nacional Corintiano, que se diz “inspirado na Democracia Corintiana”, movimento liderado na década 1980 por jogadores do clube paulistano como Sócrates e Casagrande.
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