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Capa – Caderno 1 Um homem foi libertado nos Estados Unidos após passar 23 anos preso por engano

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Lamonte McIntyre foi condenado quando ainda era menor de idade. (Foto: Reprodução)

Um homem de 41 anos condenado por erro por duplo homicídio foi libertado de uma penitenciária do Kansas, na região o centro dos Estados Unidos, após passar 23 anos preso. Cercado por câmeras de TV e jornalistas, Lamonte McIntyre abraçou sua mãe pela primeira vez como um homem livre em 23 anos.

A ONG Injustice Watch revelou que as primeiras palavras de McIntyre, um homem negro, foram “é lindo aqui fora”.
McIntyre havia sido condenado quando tinha apenas 17 anos com base em depoimentos de testemunhas que depois se retrataram.

O novo promotor encarregado do caso disse nesta sexta-feira que a nova informação coloca em xeque a identificação de McIntyre como o assassino. “À luz desta informação (…) meu gabinete está pedindo à Corte que determine que existe uma injustiça manifesta”, declarou o promotor do condado de Wyandotte, Mark Dupree.

A investigação original sobre o tiroteio, ocorrido em pleno dia, jamais estabeleceu um vínculo entre McIntyre e as vítimas, segundo o “Washington Post”. “Ocorreu uma investigação apressada e superficial”, disse Innocence Project, que ajudou a libertar McIntyre, que sempre alegou inocência.

Executado

Um preso acusado de matar um agente penitenciário foi executado na quinta-feira no Texas, depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou uma apelação. Robert Pruett, de 38 anos, alegou inocência até o fim nos eventos que resultaram na morte por esfaqueamento do agente Daniel Nagle em 1999.

Apesar dos depoimentos de vários detentos contra Pruett, as provas materiais de um envolvimento direto do condenado no assassinato nunca foram conclusivas. A execução por injeção letal aconteceu às 18h46min locais (20h46min de Brasília), uma hora depois de a Suprema Corte rejeitar a última apelação.

“Provoquei dano a muitas pessoas e muitas pessoas provocaram dano a mim”, afirmou em sua última declaração antes da execução, de acordo com a transcrição divulgada pelo Departamento de Justiça Criminal do Texas. “A vida não termina aqui, continua para sempre. Tive que aprender lições de vida de uma maneira muito dura. Um dia não existirá necessidade de fazer dano às pessoas”, completou.

Pruett não passou um único dia de sua vida adulta fora da prisão. Ele tinha apenas 15 anos quando foi detido por suposta cumplicidade em um homicídio cometido por seu pai. Na época, foi condenado a 99 anos de prisão, de acordo com uma polêmica lei do Texas que determinava uma punição idêntica ao principal autor de um homicídio e a seus cúmplices.

A sentença, equivalente na prática a prisão perpétua, foi criticada como uma prova de um sistema pena extremamente repressivo, sem dar nenhuma esperança a um menor que tinha uma mãe viciada em drogas e um pai que era detido com frequência.

Pruett começou a consumir drogas aos 7 anos e vendeu entorpecentes na escola. Apesar da idade, foi enviado para uma prisão de adultos. Aos 20 anos, ele foi acusado de matar um agente penitenciário. O homem acabara de escrever um relatório sobre Pruett, que sempre se declarou inocente.

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