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Variedades Um mês sem Paulo Gustavo: amigos lembram histórias do ator

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Ingrid Guimarães conta sobre uma das primeiras viagens internacionais que fizeram juntos há uns 14 anos, para Nova York. (Foto: Reprodução/Instagram)

Completou, nesta sexta-feira (4), um mês que Paulo Gustavo morreu, vítima da Covid-19, e deixou o Brasil aos prantos. Se quem parte permanece vivo na memória dos que ficam, compartilhar histórias ajuda no luto. Foi o que dois amigos do humorista fizeram neste dia. No clima da frase de Paulo, ‘rir é um ato de resistência’, Fábio Porchat e Ingrid Guimarães contam ‘causos’ hilários.

De fracasso a uma boa lição

Fábio Porchat: “Em 2005, eu e Paulo fizemos uma peça chamada ‘Infraturas’. Foi nosso primeiro espetáculo após nos formamos na CAL. Terças e quartas, no Candido Mendes, dois atores desconhecidos… Foi um fracasso retumbante! Maravilhoso para a gente, mas, de público, um desespero. Um dia choveu muito. Deu nove horas, a gente pronto, e quantas pessoas? Zero, não veio ninguém. Ficamos chateados, nos vestimos e, quando estávamos saindo do teatro, chegaram cinco pessoas completamente ensopadas. Tinham vindo de Campo Grande. Fazer comédia para pouca gente já é uma dor na alma, e eles ensopados, no meio do caos… Eu e Paulo nos olhamos e falamos: ‘Vamos fazer para vocês, sentem aqui na frente’. Demos toalhas para se secarem e fizemos. Foi ótimo, eles riram bastante. E a gente ria muito enquanto fazia a peça. Quando a luz apagava, o Paulo me falava ‘Não acredito que a gente está fazendo para cinco pessoas!’. Eu: ‘Nem eu, mas eles vieram de Campo Grande e estão ensopados’. E Paulo: ‘Só penso nisso’. Foi uma boa lição. Teatro é isso: não importa se tem 10 mil pessoas ou cinco, é o nosso público e a gente tem que fazer”.

O primeiro show da Beyoncé

Ingrid Guimarães: “Fizemos uma das nossas primeiras viagens internacionais juntos há uns 14 anos, para Nova York. Paulo estava começando a ganhar dinheiro, e a gente saiu comprando coisas sem nenhuma utilidade. Me convenceu a comprar desde colher de pau a lugar para colocar bombril, um negócio de vodka de mentira todo de brilho… Era o início dos personagens dele, compramos muitas perucas também. Na hora em que a gente foi embarcar, nossa mala deu acima do peso. Aí passamos por aquela situação péssima de ficar tirando coisa da mala no meio do aeroporto. Uma hora, ele pegou o folder de ‘Minha mãe é uma peça’, no Candido Mendes, que ainda não era aquele estouro absoluto, e disse: ‘Mostra pro cara que a gente é famoso no Brasil, diz que essas coisas são para o figurino’. Claro que o cara falou ‘Dane-se quem são vocês’. Nessa mesma viagem, fomos a um show da Beyoncé, o primeiro da vida dele. Pagou caríssimo para ficar perto dela. Uma hora, ela disse: ‘Levanta a mão quem faz aniversário hoje’. Ele não entendia bem inglês, e eu disse: ‘Levanta a mão, finge que é seu aniversário’. Ele levantou, e ela disse ‘Happy birthday the pink one’, porque ele estava de camisa rosa. Foi a maior emoção. Ali, começou o amor pela Beyoncé”.

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