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Geral Um milhão de garrafas são compradas em todo o mundo a cada minuto e toneladas de plásticos chegam aos mares onde são ingeridos por aves marinhas e peixes

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Especialistas alertam para o uso excessivo de garrafas plásticas. (Foto: AG)

Um relatório da empresa de pesquisa Euromonitor International, obtido pelo jornal britânico The Guardian, revelou que até 2021 o consumo anual de garrafas de plástico estará na casa de meio trilhão de unidades. Segundo o levantamento, atualmente, um milhão de garrafas são compradas em todo mundo a cada minuto e essa quantia crescerá em 20% em quatro anos.

Somente em 2016, mais de 480 bilhões de garrafas plásticas foram vendidas em todo planeta. Em 2004, a quantia era de 300 bilhões. A hipótese para explicar o aumento expressivo na comercialização de produtos engarrafados está relacionada à mudança no estilo de vida de populações asiáticas, como a China, que passaram a adotar comportamentos mais “ocidentais”.

“(A China) é um país crítico para entender quando se examina as vendas globais de garrafas plásticas, e a demanda chinesa por esse produto continua a expandir. Este aumento está sendo impulsionado pelo aumento da urbanização”, explicou ao Guardian, Rosemary Downey, funcionária da Euromonitor e especialista no assunto.

A reportagem do “Guardian” destaca ainda que, embora o material da maioria das garrafas de plástico seja reciclável, o planeta não está dando conta de coletá-las e reutilizá-las em ritmo igual ou superior ao da sua produção, o que faz coloca em risco o meio ambiente.

De acordo com o estudo, de todas as garrafas plásticas compradas em 2016, menos da metade foram coletadas para reciclagem e dessas somente 7% se transformaram em uma nova garrafa, fazendo com que a imensa maioria desse material plástico vá parar em aterros sanitários ou mesmo nos oceanos.

A poluição dos oceanos além de impactar a vida marinha, acaba chegando no prato das famílias. Especialistas estimam que aqueles que comem frutos do mar ingerem cerca de 11 mil pequenos pedaços de plástico anualmente.

Os cientistas destacam que a hora de mudar é agora. No entanto, alguns relatos mostram que a sociedade está bem distante de fazer um uso saudável do plástico. Em maio deste ano, um estudo revelou que uma Ilha deserta, localizada no Pacífico Sul foi considerada a mais poluída do planeta. Por estar no centro de uma corrente marítima, a cerca de 5 mil quilômetros do Chile, todos os detritos acabam indo para a Ilha Henderson. No local, que um dia já foi classificado como patrimônio da humanidade, é possível ver com clareza o uso descontrolado do plástico.

Plástico Verde

O Plástico Verde começou a ser fabricado em 2010 e foi o primeiro polietileno de origem renovável a ser produzido em escala industrial no mundo, identificado com o selo “I’m green”. O biopolímero, oriundo do etanol da cana-de-açúcar, oferece benefícios ambientais ao contribuir com a redução da emissão de gases do efeito estufa, já que durante seu ciclo de fabricação captura e fixa CO2 da atmosfera. Atualmente, mais de 150 marcas utilizam a resina ao redor do mundo, em embalagens de alimentos, produtos de higiene pessoal e até em peças de automóveis.
A inovação brasileira chegou até mesmo ao espaço. Em 2016, uma parceria com a startup Made in Space, empresa americana fornecedora da Nasa, permitiu que o Plástico Verde fosse utilizado em impressões 3D na Estação Espacial Internacional. Agora, astronautas utilizam a resina para imprimir ferramentas, peças de reparo, potes de armazenamento, entre outros objetos, contribuindo para a redução dos custos e maior autonomia das missões espaciais no futuro.

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