Sábado, 04 de Abril de 2020

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Brasil Um ministro liberou a ação sobre Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para julgamento

Marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo, também será julgado nesta terça. Acusação diz que eles receberam R$ 1 milhão desviados da Petrobras. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou nesta sexta-feira (8) para julgamento a ação penal que decidirá se a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo serão condenados ou absolvidos na Operação Lava-Jato. Celso de Mello é o revisor da Lava-Jato no STF. O julgamento da ação será pela Segunda Turma da Corte.

Caberá ao presidente da Turma, ministro Ricardo Lewandoski, marcar a data do julgamento. Também será julgado o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, ligado ao casal.

Segundo a acusação, os três, “agindo de modo livre, consciente e voluntário”, pediram e receberam R$ 1 milhão desviados do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

O dinheiro, de acordo com o Ministério Público, teria sido direcionado para campanha eleitoral de Gleisi em quatro parcelas de R$ 250 mil.

O repasse teria sido realizado, ainda segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), através de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef contratadas pela Petrobras a firmas de Rodrigues.

A PGR afirma, ainda, que os recursos foram liberados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, cujo objetivo seria obter apoio político de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para se manter no cargo.

Versões

À época em que Gleisi e Paulo Bernardo se tornaram réus no Supremo, a defesa da senadora negou os crimes e apontou supostas divergências entre as declarações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef nas delações premiadas, especialmente em relação ao modo como o dinheiro teria sido repassado.

A defesa de Paulo Bernardo também rebateu a acusação, alegando que não teria sido provada interferência do ex-ministro para manter Paulo Roberto no cargo de diretor na Petrobras.

Segunda Turma

O relator da Lava-Jato, Luiz Edson Fachin, liberou a ação para revisão em fevereiro. Como as pautas das sessões da Segunda Turma de junho ainda não estão definidas, o julgamento pode ocorrer ainda neste semestre.

Participarão do julgamento: Edson Fachin; Celso de Mello; Ricardo Lewandowski; Gilmar Mendes; Dias Toffoli.

Condenação na Lava-Jato

Em maio, a Segunda Turma condenou o primeiro parlamentar com foro na Lava-Jato, o deputado Nelson Meurer (PP-PR). Ele foi condenado a uma pena de 13 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Para os cinco ministros que formam o colegiado, ele cometeu crimes por receber “periodicamente” e com ajuda dos filhos, “vantagens indevidas que lhe eram disponibilizadas por Paulo Roberto Costa [ex-diretor da Petrobras]” e intermediadas pelo doleiro Alberto Youssef.

Os ministros também entenderam que dois filhos do parlamentar – Cristiano Meurer e Nelson Meurer Júnior – cometeram o crime de corrupção passiva. Mas absolveram os filhos da acusação de lavagem de dinheiro.

Atualmente, 13 parlamentares são réus na Lava-Jato e seus desdobramentos, sendo seis senadores e sete deputados.

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