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Porto Alegre UTI Neonatal é fechada após infecção por bactéria resistente e morte de prematuro em Porto Alegre

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Apesar da interdição da UTI Neonatal, os demais serviços do hospital seguem funcionando normalmente.

Foto: Divulgação/GHC
Apesar da interdição da UTI Neonatal, os demais serviços do hospital seguem funcionando normalmente. (Foto: Divulgação/GHC)

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, foi temporariamente interditada após a confirmação da presença da bactéria Acinetobacter baumannii, conhecida por sua alta resistência a antibióticos. A medida foi adotada como forma de conter a disseminação do microrganismo dentro da unidade.

De acordo com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pela administração do hospital, havia 34 pacientes internados na UTI Neonatal no momento da identificação do foco infeccioso. Desses, quatro recém-nascidos testaram positivo para a bactéria. Um dos bebês, em condição de prematuridade extrema, não resistiu e morreu.

Em comunicado, o GHC informou que notificou imediatamente os órgãos de vigilância sanitária e demais instâncias de controle. A área afetada foi isolada, com restrição total de circulação, e protocolos de contenção foram implementados para evitar novos casos.

Ainda segundo a instituição, o recém-nascido que morreu apresentava quadro clínico considerado grave desde o nascimento, decorrente de um parto de alto risco e das complicações associadas à prematuridade. Os outros três bebês diagnosticados com a infecção permanecem internados, sob acompanhamento de uma equipe dedicada, em regime de isolamento. O estado de saúde deles é estável.

Apesar da interdição da UTI Neonatal, os demais serviços do hospital seguem funcionando normalmente. O GHC afirma que mantém o atendimento a pacientes e gestantes, seguindo orientações dos órgãos reguladores, com o objetivo de evitar desassistência ou exposição a riscos.

A instituição também informou que os protocolos assistenciais estão sendo monitorados por centrais de regulação, que podem encaminhar casos mais graves para outras unidades de saúde, caso necessário.

A bactéria identificada no hospital é considerada um dos principais desafios no ambiente hospitalar devido à sua resistência a múltiplos medicamentos. A Organização Mundial da Saúde já incluiu o microrganismo na lista de patógenos prioritários para o desenvolvimento de novos antibióticos, em razão do risco que representa, especialmente para pacientes em estado crítico.

Leia a nota na íntegra

“Equipes da UTI neonatal e controle de infecção do Hospital Fêmina detectaram a presença de uma bactéria pan resistente na UTI Neonatal no último dia 16/04. Imediatamente, todos os órgãos reguladores e de fiscalização foram avisados (secretarias municipal e estadual de saúde e vigilância sanitária) e foram adotados os procedimentos de restrição máxima com isolamento total da área, bloqueio de movimentações, fechamento temporário para novas admissões e testes em todos os pacientes internados no setor.

Dos 34 pacientes internados, quatro testaram positivo. Infelizmente, um dos pacientes positivos veio a óbito. Ele nasceu de um parto de risco e em situação de prematuridade extrema, com 26 semanas. Os outros três bebês positivos estão estáveis e isolados, sendo acompanhados por equipe exclusiva de cuidados, sem contato com outros setores.

As equipes clínica e de enfermagem do Hospital Fêmina vêm atuando de forma diligente, garantindo que nenhum paciente internado ou gestante que tenha buscado o hospital fique sem atendimento ou exposta a situação de risco.

O hospital segue monitorando com o protocolo de restrição máxima para partos de risco, sendo acompanhado pelos serviços de regulação para garantir que eventuais casos graves que buscarem o hospital sejam transferidos para outras unidades hospitalares.”

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Eloa Gute
21 de abril de 2026 23:28

Se em 1976 trocaram minha filha, imagino agora, e era particular. Trouxeram um menino para eu amamentar. Podem procurar que vão achar no dia 12 de julho de 1976. Hove troca de bebê nesse hospital!

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