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Mundo Um prefeito espanhol renunciou ao cargo após ser flagrado bêbado furando a quarentena

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O ex-prefeito foi flagrado embriagado e se recusou a fazer o teste do bafômetro.(Foto: Reprodução)

Álex Pastor, o prefeito da cidade espanhola de Badalona, na província da Catalunha, entregou, nesta quarta-feira (22) uma carta renunciando ao cargo após passar a noite na cadeia.

Pastor foi detido na noite de terça (21), voltando bêbado de Barcelona. Além de ser flagrado embriagado e ter se recusado a fazer o teste do bafômetro, o agora ex-prefeito também estava furando o estado de quarentena.

A cidade de Badalona será governada por Aïda Llauradó, primeira vice-prefeita.

O prefeito entregou uma carta na qual admite seus erros e pede afastamento imediato do cargo. Antes disso, seu próprio partido já havia anunciado sua suspensão.

Confinamento

A Espanha sofreu um pequeno acréscimo no saldo diário de mortes por coronavírus nesta quarta, enquanto o governo alertava que em meados de maio o rigoroso confinamento da população em vigor desde março poderá ser ser flexibilizado.

Terceiro país com mais mortes por coronavírus no mundo, a Espanha relatou nesta quarta 435 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, cinco a mais que na terça, elevando o número total de mortes para 21.717, de acordo com o balanço do Ministério da Saúde do país.

A Espanha havia começado a semana anunciando, na segunda-feira (20), 399 mortes por coronavírus. De qualquer forma, pelo quarto dia consecutivo, o saldo permaneceu abaixo do limiar de 500 mortes.

Os casos confirmados aumentaram mais de 4.200 e agora totalizam 208.389, de acordo com o relatório diário da Saúde.

Apesar dos “pequenos altos e baixos que estamos observando” nos balanços diários, há “uma tendência de queda” nos contágios, afirmou em entrevista coletiva Fernando Simón, chefe do centro de emergências do Ministério da Saúde.

As autoridades de saúde dizem que o pico da epidemia foi superado no início de abril, quando foram registradas 950 mortes diariamente.

Desescalada “lenta e gradual”

O primeiro-ministro Pedro Sánchez alertou que não é hora de baixar a guarda, para que “o confinamento não seja suspenso até que estejamos preparados, porque não vamos não correr nenhum risco”.

Da tribuna, Sánchez fixou para “a segunda metade de maio” a flexibilização das rigorosas medidas de confinamento em vigor desde 14 de março, uma das mais duras da Europa, que só permite a movimentação de pessoas que não podem trabalhar de casa e para comprar comida ou remédio.

O confinamento, que continuará pelo menos até 9 de maio, inclusive, é renovado a cada quinze dias pelo Congresso apesar das críticas cada vez mais acentuadas da oposição de direita, que critica o governo pelo o que considera um “fracasso” na gestão da crise.

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