Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2020
O promotor federal Federico Delfino informou que o setor de Imigração do Paraguai recebeu um pedido de naturalização, naquele país, para o jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis Moreira. Ao MP (Ministério Público), porém, os dois afirmaram não ter solicitado esse procedimento. O caso motivou a abertura de uma investigação sobre possível esquema criminoso envolvendo funcionários dos setores público e privado.
Em entrevista ao jornal local “ABC Color”, Delfino disse que já existem dois mandados de prisão expedidos. Um deles é contra um servidor que apresentou, dias atrás, uma série de documentos para dar entrada no processo de naturalização.
Ronaldinho e Assis foram detidos na quarta-feira e foram alvo da mesma medida na noite dessa sexta-feira, acusados de entrar no país com passaportes e identidades adulterados. Eles não foram indiciados porque os promotores entenderam que os dois foram “enganados em sua boa fé”. A defesa alegou que o ex-jogador simplesmente pegou os documentos que lhe foram oferecidos ao chegar no país e, portanto, deveria ser considerado vítima.
Ronaldinho responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, que o representa no país e também foi detido pelas autoridades. O MP ainda acusou outras duas mulheres, apontadas como donas dos documentos adulterados: María Isabel Galloso e Esperanza Apolônia Caballero.
Ao envolver órgãos oficiais paraguaios, o caso se ampliou no país. Na quinta-feira, o diretor geral da Direção de Migrações, Alexis Penayo, pediu demissão do cargo e criticou o Ministério do Interior pela demora na resolução do caso envolvendo Ronaldinho Gaúcho.
Nova detenção
Na noite dessa sexta-feira, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão-empresário Roberto de Assis Moreira voltaram a ser detidos em Assunción, capital do Paraguai. A dupla, que é investigada por entrar no país com passaportes adulterados, já se preparavam a voltar ao Brasil — o próprio juiz que ouviu os brasileiros chegou a informar que eles tinham livre circulação para ir e vir.
O MP (Ministério Público) local confirmou ter pedido a prisão de ambos por uso de documento público de conteúdo falso, motivo que levou as autoridades da capital a os deterem na noite de quarta-feira. Em um primeiro momento, a Promotoria havia decidido não acusar formalmente os brasileiros, pois eles “reconheceram o erro”.
Mas na tarde passada o juiz Mirko Valinotti rejeitou a recomendação e ordenou que o caso continuasse sob investigação das autoridades do país. Agora, o Ministério Público terá até dez dias para apresentar à Justiça um novo pedido: ou os promotores continuam com a solicitação de liberar Ronaldinho e o irmão do caso ou os dois serão formalmente denunciados.
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