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Ciência Asteroide cobiçado pela Nasa e pela Spacex contém ouro suficiente para deixar bilionários todos os habitantes da Terra

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O asteroide contém ouro suficiente para deixar bilionários todos os habitantes da Terra. (Foto: Reprodução)

A Nasa e a SpaceX, de Elon Musk, vão lançar uma missão espacial para explorar a estrutura do asteroide 16 Psyche, que contém ouro suficiente para deixar bilionários todos os habitantes da Terra.

A “bolha de metal sólido” 16 Psyche, que orbita o Sol entre Marte e Júpiter, tem 120 quilômetros de largura e núcleo feito de níquel e ferro. Além desses, o astro ainda contém grandes quantidades de platina, ouro e outros metais.

O valor total, em metais, é estimado em US$ 10 mil quadrilhões (ou um 10 seguido de 18 zeros). Mesmo que apenas um pedaço do asteroide pudesse ser trazido para a Terra, ele faria com que o preço das commodities despencasse e levaria a economia mundial ao colapso.

Valor inestimável para a ciência

Fora seu possível valor monetário, o 16 Psyche é de extrema importância para os cientistas porque, segundo a Nasa, ele é resultado de intensas colisões entre planetas, as quais eram comuns quando o sistema solar estava se formando; é como se ele fosse um sobrevivente daquela época. Sendo assim, é possível que sua composição ajude a compreender como o núcleo da Terra e dos outros planetas se formaram.

Missão será lançada em 2022

Se tudo correr como o planejado pela Nasa e a SpaceX, o lançamento da sonda Psyche (o mesmo nome do asteroide) será realizado em meados de 2022, a partir do Cabo Canaveral. O objetivo da missão se limita a estudar a estrutura de 16 Psyche, então nenhuma mineração está prevista, apesar da riqueza mineral do corpo celeste.

A previsão é de que a sonda atinja o solo do asteroide em 2026.

Vida em Marte

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Washington (WSU), nos EUA, e da Technische Universität em Berlin (TU-Berlim) acredita que um composto orgânico recentemente encontrado em Marte pelo robô Curiosity pode ser evidência de vida passada no planeta.

O composto em questão é o tiofeno, e é formado por quatro átomos de carbono e um de enxofre, arranjados em um anel. Tanto carbono quanto enxofre são elementos essenciais à vida, e na Terra podem ser encontrados em combustíveis fósseis como o carvão e óleo bruto.

Um estudo publicado pelos astrobiólogos Dirk Schulze-Makuch (WSU) e Jacob Heinz (TU-Berlim) na revista Astrobiology analisa os vários caminhos que podem ter levado à formação de Tiofeno na superfície de Marte e sugere que um processo biológico, envolvendo bactérias, pode ter sido responsável.

“Identificamos várias vias biológicas para tiofenos que parecem mais prováveis que as químicas, mas ainda precisamos de provas”, disse Dirk Schulze-Makuch. “Se você encontrar tiofenos na Terra, você pensará que eles têm origem biológica, mas em Marte, é claro, o patamar para provar isso precisa ser um pouco maior”.

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